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Durante Congresso, diretor da Abert declara que entidade considera fundamental regulamentação de fake news no país

29º Congresso de Radiodifusão traz debates sobre desafios da rádio e do jornalismo

Nesta quinta-feira, 17, foi o segundo e ultimo dia do 29º Congresso de Radiodifusão organizado pela Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV), realizado no Royal Tulip, em Brasília. O tema deste ano foi uma homenagem ao centenário da rádio no Brasil, que aconteceu em 7 de setembro deste ano, no mesmo dia do bicentenário da independência da República.

O evento trouxe diversos convidados nacionais e internacionais para debater a história, o futuro e os desafios da radiodifusão, tanto no Brasil quanto no mundo.

Além disso, a jornalista Milton Jung, da rádio CBN, que foi convidado como palestrante para o painel “100 anos de rádio: contando e encantando o Brasil” destacou importância dos profissionais que trabalham com radiodifusão.

“[Rádio] necessita de investimento em capital humano, rádio se faz com gente. Então, valorizem os profissionais de rádio, que são eles que vão dar o retorno. É uma planejamento e não há sonho, não há olhar de futuro que abra mão da existência dos profissionais de rádios. Vamos investir nesses profissionais da rádio e são eles que vão fazer teu curso”, ressaltou Jung.

FAKE NEWS

Durante o Painel “O cenário de concorrência e as barreiras e assimetrias de regras no ambiente de mídia”, o mediador do painel, o diretor da ABERT, Flávio Lara Rezende, disse que é fundamental que as notícias falsas sejam regulamentadas no Brasil. Ele citou o Artigo 19 do Marco Civil da Internet quando a responsabilização das plataformas sobre conteúdos de terceiros. O art 19 determinou que “a palavra final sobre o que é ou não lícito nas plataformas é sempre do judiciário, pois essas empresas não podem ser responsabilizadas por conteúdo de terceiros se não descumprirem decisão judicial de remorção.

“Nós achamos que isso é absolutamente importante pro setor porque nós temos o setor trabalhando com absoluta responsabilidade. O nosso jornalista tem nome, CPF, endereço e as plataformas colocam qualquer coisa nas plataformas, ainda se remuneram disso e não tem nenhuma sobre conteúdo que lá é colocado. Nós foi possível, nesse momento eleitoral, ver a loucura que aconteceu de fake news. Chegou um momento que o telespectador e o ouvinte não sabia nem o que que era verdade, o que que era mentira. Então é muito importante que seja regulamentado e que seja também regulamentado a questão da simetria, mesmo os direitos e mesmo os deveres. Vamos todos queremos vender publicidade, usando os nossos conteúdos, mas que essa venda seja em pé de igualdade”, afirmou o diretor.

Ao final de sua fala, Flávio ainda destacou que “sem jornalismo não existe democracia”.

E o tema fake news voltou a ser discutido durante o Painel “100 anos de rádio: contando e encantando o Brasil” pelo jornalista Eduardo Oinegue, da Band. “O Rádio combate uma guerra,[…] a guerra das fake news”, declarou o jornalista.

DESAFIOS

A reportagem questionou sobre os principais desafios da radiodifusão na américa,
em especial na América Latina, ao vice-presidente da Nacional Association of Broadcasters (NAB), Patrick McFadden (de Washington, EUA). Ele acredita que os “broadcasters” precisam lutar para continarem relevantes e importantes para os ouvintes. Ele também ressaltou que um dos grandes desafios da radiodifusão seja atrair um público jovem.

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