Autor: José Marcelo | jornalistamarcelo@gmail.com
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Duas candidatas dão lições ao mundo machista e violento da política

Saíram no lucro

Dentre as várias lições que esta corrida presidencial deixa para a política brasileira, e que ficou ainda mais evidente no debate promovido pela TV Globo, está a forma com que as duas candidatas, Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil), souberam driblar as armadilhas do poder para se firmarem diante do eleitor. Embora os números das pesquisas não correspondam ao desempenho delas, as duas foram as únicas na disputa pelo Palácio a tirarem saldo positivo do confronto, marcado por conflitos quase sempre rasteiros. Tebet a mais propositiva e Soraya a que se colocou melhor na vitrine. O desafio para ambas, agora, é se manterem no topo dentro das próprias legendas, comandadas por homens ainda conservadores.

Risco de derretimento

No oposto ao desempenho de Simone Tebet e Soraya Thronicke, o pededista Ciro Gomes pode ter consolidado no debate da TV Globo o derretimento da candidatura que as pesquisas veem sinalizado nas últimas semanas. Um antigo parlamentar do PDT no Rio falou à coluna nesta sexta e sob a condição de anonimato. Ele disse que a avaliação interna é de que Ciro perdeu terreno e concorda que o candidato pode sair menor do que entrou nesta campanha, o que pode comprometer a permanência dele na legenda a partir de 2023.

Derrapadas

Para completar a tabela, tanto fontes do PT quanto do PL asseguraram à coluna que a avaliação do desempenho de Lula e Bolsonaro agradaram internamente nos respectivos comitês de campanha. Outro ponto de convergência: nas duas legendas a avaliação foi de que houve derrapadas. Bolsonaro perdeu o controle quando Lula lembrou que ele tem uma filha de 10 anos. Lula caiu na provocação do padre Kelmon. Felipe DÁvilla (Novo) cumpriu tabela. Pediu votos para os candidatos do partido.

E o desempenho do “padre”?

A Ponto e Vírgula reserva-se ao direito de não usar este espaço para analisar o substituto de Roberto Jefferson (PTB).

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Eleição em números

O Tribunal Superior Eleitoral fez as contas e espera por mais de 156,4 milhões de eleitores nas urnas, neste domingo. É o maior contingente já registrado na história das eleições no Brasil. São 9,1 milhões de eleitores a mais do que nas eleições de 2018.

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Apuração mais cedo

Com o horário de votação unificado em todo o país, pelo horário de Brasília, pela primeira vez o TSE deve começar a divulgar os primeiros resultados parciais antes das 18 horas. Isso significa que até as 21 horas será possível saber se o país terá ou não segundo turno para eleições presidenciais e em quais estados os eleitores terão de retornar às cabines para elegerem os novos governadores. Os estados do Norte, que têm fuso diferente, terão de se adaptar. No Acre as sessões ficarão abertas das6 às 15 horas (duas a menos que Brasília), No Amazonas, em 51 municípios será das 7 às 16 horas. O mesmo vale para Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. Em Fernando de Noronha será das 9 às 18.

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Saúde com orçamento menor…

Uma nota técnica divulgada pelas Consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara dos Deputados mostrou que o próximo presidente vai administrar o país com o mais baixo orçamento para a Saúde, desde 2014. As despesas primárias no setor, que alcançaram R$ 203,8 bilhões no auge da pandemia de coronavírus em 2021, devem cair para R$ 146,4 bilhões em 2023 em valores reais corrigidos pela inflação. Em comparação com o ano passado, quando a dotação somou R$ 162,9 bilhões, a redução prevista é de 10,1%.

Educação, também

As Consultorias de Orçamento também analisaram os repasses previstos para a Educação. Os R$ 147,4 bilhões estimados para 2023 estão próximos à média empenhada nos últimos anos. O documento destaca, no entanto, que o valor é menor do que os R$ 151,9 bilhões autorizados em 2022. Do total de recursos, R$ 40 bilhões se referem à complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Em 2023, o percentual de complementação será de 17%, ante os 15% do ano passado. De acordo com a nota técnica, no entanto, o aumento gradual da complementação “não tem resultado em elevação de recursos para o Ministério da Educação.

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