Autor: José Marcelo | jornalistamarcelo@gmail.com
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Veja o que cada candidato espera do rescaldo do debate; há quem só queira sobreviver

Salve-se quem puder

O debate promovido pela TV Globo na noite desta quinta-feira foi encarado por todas as candidaturas à Presidência como a “última tábua de salvação” não só para os dois primeiros colocados nas pesquisas. No caso de Lula, o PT e partidos aliados esperam que o desempenho do ex-presidente garanta os votos que faltam para liquidar a fatura no primeiro turno. Jair Bolsonaro (PL) espera que os ataques e cutucadas no principal adversário desanimem os eleitores indecisos de votar no petista e deem a ele a chance de continuar a lutar pelo cargo, num segundo turno. Com outras expectativas, Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) também aguardam reflexos positivos no maior embate da corrida presidencial, na televisão brasileira.

Questão de sobrevivência

As expectativas dos demais candidatos são outras, mas passam, principalmente pela sobrevivência política. No caso de Simone Tebet, que está em fim de mandato como senadora, o desafio é se manter como um nome forte no MDB, partido que se dividiu no apoio entre ela e Lula, o que acabou enfraquecendo a chapa que nasceu com a promessa de ser uma terceira via que não vingou. O MDB é um partido tradicionalista e de inquestionável maioria masculina na cúpula, desde sempre. Há duas semanas, um parlamentar que está há muitos anos na legenda falou à coluna e disse que para se manter relevante entre os caciques emedebistas, Simone Tebet terá de mostrar flexibilidade para, inclusive, apoiar um virtual governo petista, com quem o MDB deve caminhar.

Convencer o próprio partido

A expectativa de Ciro Gomes em relação ao saldo do debate desta quinta-feira é evitar queda nas pesquisas de intenção de votos e não sair das urnas menor do que entrou na disputa. Na largada, o ex-governador do Ceará tinha 7% das intenções de votos e começou a cair nas últimas semanas. Alvo número um da campanha pelo chamado voto útil, Ciro Gomes  pretende, segundo um pedetista próximo à vice Ana Paula Mattos, mostrar ao PDT que ele segue relevante e tem uma contribuição importante para dar à legenda, principalmente agora que o partido vem sendo assediado pela extrema direita. O candidato, segundo a fonte, que usar o debate para crescer e mostrar que está vivo. Já Soraya Thronicke espera, segundo uma colega de partido, seguir surfando na onda, graças ao desempenho que vem mostrando, para se consolidar na legenda que assim como o MDB deve caminhar com o PT em um virtual governo de Lula.

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Fogo no…

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral de barrar por unanimidade a candidatura do ex-governador do DF, José Roberto Arruda (PL), deu um gás a mais na candidatura ao senado da ex-ministra Damares Alves (Republicanos). Houve comemoração no comitê da amiga da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, quando o TSE anunciou que Arruda está fora da briga por uma vaga na Câmara Federal. A esperança é de que a notícia contamine a candidatura da mulher de Arruda, a também ex-ministra Flávia Arruda (PL), que lidera a disputa por uma vaga ao Senado e tem Damares ali, na cola.

Clima quente

Conforme noticiado ontem na Ponto e Vírgula, as duas candidatas, que já não eram nada próximas, passaram a se enfrentar com voracidade na corrida eleitoral e o nível dos embates tem sido cada vez menos republicanos e o tom cada vez menos pudico e familiar. Mas o crescimento de Damares nas pesquisas tem feito surgir um outro fenômeno que a coluna vem acompanhando nos últimos dias: um pensamento de voto útil em Flávia Arruda, para evitar que Damares seja eleita. Com isso, a petista Rosilene Corrêa pode perder eleitores.

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Armas proibidas

Atenção, colecionadores, atiradores e caçadores (cacs), em decisão unânime o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o transporte de armas e munições, em todo o território nacional por esse grupo, no dia das eleições. A proibição, aliás, vale nas 24 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas que o sucedem. O descumprimento da proibição acarretará prisão em flagrante por porte ilegal de arma, sem prejuízo do crime eleitoral correspondente. O argumento dos ministros do TSE é de que a medida tem por objetivo proteger o exercício do voto de toda e qualquer ameaça, concreta ou potencial, e prevenir confrontos armados derivados da violência política.

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Sim, foi um teste

O ex-presidente Lula desconversou, mas fontes ligadas ao petista admitiram que a estratégia de levar Aloizio Mercadante e Geraldo Alckmin ao jantar com empresários em São Paulo na terça-feira teve boa repercussão e foi uma espécie de teste de ministro. É que os dois são apontados como nomes que estão no páreo para assumir a pasta da Economia/Fazenda. No termômetro com os investidores da Faria Lima, segundo o interlocutor, Alckmin tem mais simpatia do mercado.

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