InícioEconomiaEconomia brasileira deve crescer 1% em 2023, segundo Banco Central

Economia brasileira deve crescer 1% em 2023, segundo Banco Central

Conjuntura internacional e medidas para a redução da inflação no Brasil devem conter o PIB motivaram a estimativa.

O Relatório de Inflação referente ao terceiro trimestre deste ano, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1% em 2023. A estimativa está bastante inferior ao que foi colocado pela equipe econômica do governo no Projeto de Lei do Orçamento para o ano que vem, cuja previsão é de 2,5% de crescimento.

“Para 2023, projeta-se crescimento de 1,0%, sob influência da esperada desaceleração global e dos impactos cumulativos da política monetária doméstica”, diz o documento.

Sobre a influência da conjuntura internacional na economia brasileira, o BC observa que “o ambiente externo mantém-se adverso e volátil, com contínuas revisões negativas para o crescimento das principais economias, em especial para a China”.

O documento cita ainda dados divulgados recentemente nos Estados Unidos de manutenção de medidas contracionistas para combater a inflação por lá. O presidente do Banco Central americano, Jerome Powell, tem dito que o a política monetária seguirá assim até arrefecer o mercado de trabalho e alcançar a estabilidade de preços.

 A Guerra na Ucrânia, com suas consequências sobre o fornecimento de gás natural para a Europa, e a manutenção da política de combate à Covid-19 na China são outros pontos citados no Relatório de Inflação que “reforçam uma perspectiva de desaceleração do crescimento global nos próximos trimestres”.

Do ponto de vista interno, o relatório indica que os “impactos cumulativos da política monetária doméstica” influenciarão o baixo crescimento do PIB no ano que vem. Para conter a inflação, desde março de 2021 o Banco Central vem elevando a taxa básica de juros, a Selic, que saiu de 2,75% ao ano naquele mês para os atuais 13,75%. No Brasil, a política monetária leva aproximadamente dois anos ter efeito na economia, por isso o BC calcula que o PIB do ano que vem sofrerá o impacto do ciclo de elevações dos juros, interrompido na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 20 e 21 de setembro.  

PIB de 2022

Para este ano, o Relatório de Inflação elevou a previsão de crescimento, passando de 1,7% desde o relatório do segundo trimestre, para 2,7%.

“Dados divulgados desde o último Relatório de Inflação mostraram crescimento no segundo trimestre mais expressivo do que se projetava. A evolução dos indicadores mensais e o efeito esperado dos estímulos fiscais recentemente aprovados também sugerem que o terceiro trimestre deve ser mais positivo do que esperado anteriormente. Essas surpresas se refletem em nova revisão positiva para a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2022”, aponta o documento.

De acordo com os dados mais recentes do IBGE, o PIB brasileiro cresceu 2,5% no primeiro semestre. Para o segundo semestre, há expectativa de que a atividade econômica fique mais aquecida, a partir de estímulos como a elevação do valor do Auxílio Brasil para R$ 600,00, a criação do vale caminhoneiro e vale taxista e ainda a redução de ICMS sobre combustíveis, o que fez reduzir os preços.

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