Autor: José Marcelo | jornalistamarcelo@gmail.com
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Ciro Gomes dá última cartada, nos momentos finais da campanha

Outra frequência

O pronunciamento do candidato Ciro Gomes (PDT) na manhã desta segunda-feira, nos últimos dias da campanha presidencial não foi uma tentativa de salvar a candidatura, mas uma cartada para se salvar e preservar a própria biografia. A análise foi feita à coluna por um pedetista histórico, que há semanas vem antecipando com exclusividade à Ponto e Vírgula as estratégias do candidato e a articulação interna dos principais nomes da legenda para deixar Ciro naufragar e apoiar a candidatura do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Ciro se manifestou porque nos últimos dias o nome dele começou a circular em outra frequência.

Para descolar

O pedetista, que faz parte do núcleo da campanha de Ciro Gomes, disse que o ex-governador do Ceará resolveu se posicionar contra o chamado voto útil em Lula, por ter sentido que depois do debate de sábado a imagem dele ficou muito mais próxima da do candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL). É que além dos filhos de Bolsonaro e de apoiadores do presidente compartilharem nas redes sociais os ataques de Ciro ao petista, a foto dele falando ao ouvido do presidente gerou incômodo, segundo a fonte. Nesta segunda, ao se posicionar contra o que classificou como “ataque virulento” à candidatura, Ciro usou o pronunciamento para atacar também Jair Bolsonaro e tentar preservar a própria biografia.

Será mesmo?

O que Ciro Gomes quer, lembra o pedetista, é se consolidar como nome de oposição o quanto antes. Tanto a candidatura Bolsonaro quanto a candidatura Lula estão certas de que o ex-governador do Ceará já está de olho em 2026 para presidente, apesar da promessa de que esta seria a última. E assim como vem sendo noticiado neste espaço, a fonte ligada a Ciro voltou a afirmar que ele volta, mas possivelmente para disputar o governo ou o Senado.

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Rasteira de Moraes

A estratégia do presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes, em convidar todos os candidatos a presidente para apresentar as instalações e a sala de apuração de votos no TSE não agradou nem aos filhos e nem ao presidente Jair Bolsonaro. Um membro do núcleo central da campanha à reeleição disse à coluna que o convite soou como uma rasteira e uma manobra de Moraes para “desmoralizar” Jair Bolsonaro. É que o candidato tem por hábito afirmar que ninguém sabe o que acontece na “sala secreta ou sala-cofre” do TSE. Recentemente, disse inclusive que se não tiver ao menos 60% dos votos válidos no domingo, será um claro sinal de que “algo de muito errado” aconteceu em tal espaço. Diante de todos os candidatos, Moraes que mostrar que o espaço não existe. Será nesta quarta-feira.

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É apoio, mas não é cargo

O candidato Luiz Inácio Lula da Silva tem feito questão de dizer aos interlocutores mais próximos que está muito satisfeito com a declaração de apoio do ex-presidente do Banco Central e ex-presidenciável Henrique Meirelles (União Brasil) à candidatura dele, mas quer deixar uma coisa clara: Meirelles não está sendo cotado para assumir nenhum cargo num virtual governo petista. Embora o apoio do economista tenha sido fundamental para sinalizar ao mercado que ele confia em Lula, o petista faz questão de deixar claro que quer compor um ministério sem figurinhas repetidas e, de preferência, mais jovem. As informações são de um membro histórico do PT, em conversa com a coluna.

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Olho na pauta

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) faz reunião nesta terça-feira, às 10 horas, para votar 11 projetos de decreto legislativo, relativos a acordos assinados entre o Brasil e outros países para cooperação nas áreas de ciência e tecnologia, investimentos e defesa, entre outras. Um dos projetos a ser analisado pelos senadores é o que aprova o texto do Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos entre o Brasil e Suriname, assinado em Brasília em maio de 2018.

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Já baixou o seu?

Às vésperas das Eleições 2022, cerca de 30 milhões de eleitores no Brasil e exterior já ativaram o aplicativo e-Título. Somente neste ano, foram registradas mais de 13 milhões de ativações. A tecnologia é gratuita, está em funcionamento desde 2018 e permite a obtenção da via digital do título de eleitor, além de consultas ao local de votação, pedido de justificativa de ausência, emissão de certidão de quitação eleitoral e nada consta criminal, entre outros serviços. O Tribunal Superior Eleitoral orienta o eleitorado a seguir regras de utilização e baixar ou atualizar o e-Título o quanto antes para evitar dificuldades que possam surgir ao deixar a emissão para a última hora.

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Adiar e caducar

Ficou para o dia 4 de outubro a sessão que estava prevista no Senado para analisar a Medida Provisória que reabriu o prazo de migração de servidores públicos federais à Fundação Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp). A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Com o cancelamento da sessão, a MP que suspende crédito tributário sobre combustível com alíquota zero, deverá “caducar”. A MP perde a validade nesta terça-feira.

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