Autor: José Marcelo | jornalistamarcelo@gmail.com
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Planalto não gostou nadinha de saber da auditoria do TCU nas urnas

Sentimento de afronta

Não foi nada bem recebida no Palácio do Planalto a notícia de que o Tribunal de Contas da União (TCU) também vai fazer uma auditoria nas urnas eletrônicas, que poderão ser usadas para contrapor à auditoria que as Forças Armadas farão, no dia da eleição. Tanto o presidente Jair Bolsonaro quanto os principais integrantes do núcleo central da campanha à reeleição dele receberam a notícia como um sinal de retaliação ou afronta velado à pressão que o presidente e o ministério da Defesa vêm fazendo sobre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral. A informação foi passada à coluna por uma assessora que trabalha no terceiro andar do Palácio do Planalto.

Tribunal terá contraprova

A auditoria que o TCU vai fazer é uma espécie de contraprova, caso sejam apontadas virtuais fragilidades no dia 2 de outubro. É uma forma de o TSE se blindar dos ataques que a urna e o sistema vêm sofrendo, segundo admitiu um membro da corte eleitoral. O Tribunal já confirmou a segurança das urnas em testes feitos neste ano. Agora, a pedido do presidente do TSE, o ministro Alexandre de Morais, todo o equipamento que será usado será novamente testado pela equipe composta por mais de 200 profissionais.

Pé atrás após declaração

A auditoria do TCU é mais um instrumento que o Tribunal decidiu adotar para evitar possíveis questionamentos a respeito do resultado das eleições deste ano, sobretudo no primeiro turno. O reforço para que todas as urnas fossem testadas foi dado por Alexandre de Moraes depois que o presidente Jair Bolsonaro declarou que se ele não tiver ao menos 60% dos votos válidos para vencer já no primeiro turno, será um claro sinal de que algo de errado terá acontecido na “sala secreta” do TSE. Em mais de uma ocasião a presidência do TSE reforçou que não existe tal sala no tribunal.

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Cidadania precoce

Por falar em TSE, nesta sexta-feira, estudantes do ensino fundamental de uma escola do Distrito Federal vão participar de votação simulada na urna eletrônica. As crianças com idades entre 6 e 10 anos vão interpretar as funções de mesários e eleitores na sala de aula, que vai ser transformada em uma seção eleitoral. Durante a semana, eles confeccionaram a própria versão do título de eleitor que usarão como identificação na hora de escolher candidatos fictícios.

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Mais gado do que gente

Em tempos de paixões políticas à flor da pele e tensão eleitoral nas alturas, vale explicar que esta é uma notícia da pecuária brasileira. Somente. É que o IBGE acaba de divulgar dados da pesquisa que mostra que o rebanho bovino nacional aumento pelo terceiro ano consecutivo e fechou 2021 com um total de 224,6 milhões de cabeças de gado, número 3,1% superior ao de 2020. Em 2016 o Brasil já tinha mais bois e vacas do que gente: 218,2 milhões. Diante de tais números muita gente se pergunta: se há abundância de rebanho, por que a carne e o leite custam tão caro? Parte da resposta, segundo os especialistas, está no aumento dos preços dos insumos. Mas só parte da resposta…

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Vacina no braço

Em comemoração aos 32 anos do SUS, ocorrido na segunda-feira, 19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, marcou para este sábado um ato de vacinação contra a poliomielite e outras doenças, em Brasília. A intenção é também chamar a atenção para um dado que preocupa as autoridades brasileiras. É que a cobertura vacinal segue baixa e há riscos da reintrodução da poliomielite, segundo dados do próprio ministério. Durante o evento, estão previstas ações de aferição de pressão, teste de diabetes, práticas integrativas e demais orientações para promover a prevenção e promoção da saúde à população. Atualmente, pouco mais de 2,8 milhões de pessoas foram vacinadas na Campanha Nacional de Multivacinação em crianças e adolescentes, com aplicação de 5,8 milhões de doses em todo o país.

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De olho neles e no voto deles

Enquanto recebe apoio de artistas, antigos adversários e até membros do PDT de Ciro Gomes e do MDB de Simone Tebet em defesa do “voto útil”, o ex-presidente Lula agora tem um outro foco na campanha: os idosos. Eles serão alvo das próximas propagandas e também dos próximos pronunciamentos do candidato, que deve destacar as políticas que pretende adotar em um virtual governo para a parcela da população que mais cresce no país. A explicação para essa atenção toda? Quem tem mais de 70 anos não é obrigada a votar. Mas se tiver um estímulo…

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