Autor: José Marcelo | jornalistamarcelo@gmail.com
InícioColuna Ponto e VírgulaSob intenso fogo amigo, Ciro escolhe um caminho; veja qual

Sob intenso fogo amigo, Ciro escolhe um caminho; veja qual

Única saída possível

O PDT ainda não sabe o que fazer de Ciro Gomes depois do dia 2 de outubro, mas o ex-governador do Ceará e ex-ministro do governo Lula já decidiu o caminho que vai seguir. Um interlocutor de Ciro dentro do partido revelou à Ponto e Vírgula que o presidenciável vai optar pela única saída que o restou, se quiser manter o nome vivo na política, depois de uma campanha incipiente. Ciro Gomes trabalha para ser a via de oposição ao futuro presidente, seja ele quem for. A decisão, segundo a fonte, vinha sendo amadurecida há três semanas e foi sacramentada na noite desta terça-feira, 24 horas antes de pedetistas históricos lançarem oficialmente no Rio o movimento “Voto Brizolula”, em defesa do voto útil no candidato do PT, em detrimento ao próprio partido.

Várias causas e uma campanha contra

O desembarque de figuras históricas do PDT da campanha de Ciro Gomes tem vários motivos, já antecipados por esta coluna, e o principal foi o isolamento do partido, uma posição atribuída à postura de Ciro Gomes, que não conseguiu fechar aliança com nenhuma outra legenda. Crítico ferrenho ao ex-presidente Lula, ele fechou qualquer possibilidade de acordo com o PT para um eventual governo. No caso de Bolsonaro, caciques pedetistas ouvidos pela Ponto e Vírgula nas últimas seis semanas foram unânimes em negar qualquer possibilidade de apoio. São esses mesmos caciques os mentores do movimento “Voto Brizolula”, por acreditarem que esse seria o caminho natural do ex-governador do Rio e principal nome da história do PDT.

Pode ser que mude

Ciro Gomes já havia anunciado que se perdesse a quarta eleição para presidente se retiraria da vida política, mas esse não deve ser o caminho dele, segundo um nome próximo da vice na chapa, Ana Paula Matos. O caminho natural do presidenciável, segundo a fonte, será se fortalecer junto ao eleitor, ao se posicionar como oposição, para voltar em quatro anos na disputa pelo Senado ou govenador do Ceará. Só o tempo vai dizer em que partido. O PDT está ressentido com Ciro, que entrou na campanha com os mesmos atuais 7% de intenções de votos. Com a campanha pelo voto útil, deve sair menor.

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Irritado, Guedes não quer ser a Geni

Que Paulo Guedes tornou-se alvo das principais críticas internas da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro não é novidade. Ao ministro da Economia é atribuída a responsabilidade pelo números desfavoráveis da economia que comprometem o crescimento da candidatura, sobretudo entre os mais pobres. Mas Guedes também vem sendo apontado como culpado pela perda de prestígio de Bolsonaro junto ao empresariado de grande porte. Uma fonte muito próxima do ministro confidenciou à coluna que o economista recusa-se a ser a Geni, em referência à personagem da música de Chico Buarque, a quem são atribuídas todas as culpas. Segundo a fonte, Bolsonaro teria dito que a culpa ´r principalmente do “dono da casa de tolerância”.

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Recado de Rosa Weber

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Rosa Weber, aproveitou a participação no um evento com representantes do Judiciário dos países que integram o Brics, para mandar um recado para o mundo e, sobretudo, para o Brasil. A ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2018 aproveitou o discurso virtual que fez para ressaltar a segurança das urnas eletrônicas brasileiras e a transparência e confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. O Brics é o bloco dos países de economia emergente, formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

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Na ponta do lápis

O secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, comanda a entrevista coletiva presencial nesta quinta-feira a partir das 15 horas, para detalhar o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 4º Bimestre de 2022. Também participam da entrevista coletiva o secretário de Orçamento Federal, Ariosto Culau e a secretária adjunta do Tesouro Nacional, Janete Mol.

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Mora longe, paga mais

O senado convocou sessão semipresencial para esta quinta-feira. Há a possiblidade de os senadores votarem a MP 1118/22, que, entre outros pontos, trata da proporcionalidade dos custos do transporte de energia. Em outras palavras, o texto pode deixar mais cara a energia que é produzida mais distante dos locais de consumo. Quem mora longe vai pagar mais caro, se a proposta passar como está.

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Um terceiro piso nacional

E enquanto o Senado busca uma uma solução para o pagamento do piso nacional da Enfermagem e discute a criação do piso nacional da Fisioterapia, a Câmara analisa um projeto que pode criar um terceiro piso. O alvo da vez são os guardas municipais. A proposta em discussão estabelece um salário mínimo de R$ 3.845,63. O texto ainda prevê que a correção será automática, de acordo com a variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Vale lembrar que se o piso for criado pelos deputados federais, a conta vai cair é no colo dos prefeitos. Mas em ano de eleição.

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