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Há 12 dias da eleição, 33% dos candidatos não receberam dinheiro do partido para campanha, diz TSE

A maior parcela é de quem concorre a deputado distrital, onde 43% não receberam. O menor é entre os que tentam se eleger presidente, com 18%

Há menos de duas semanas da eleição, 33% dos candidatos aptos não receberam nenhum dinheiro do partido para a campanha deste ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. O número vale para todos os cinco cargos em disputa: deputado estadual ou distrital, deputado federal, senador, governador e presidente.

A maior parcela é de quem concorre a deputado distrital, onde 43% não receberam. O menor é entre os que tentam se eleger presidente, com 18%. A legislação eleitoral determina que os partidos devem destinar os recursos do Fundo Eleitoral proporcionalmente ao total de candidatas mulheres e candidatos negros.

O PT, do candidato Lula aparece com 95% dos candidatos contemplados pelo fundo eleitoral que cabe ao partido que é de quinhentos e três milhões e quatrocentos mil reais. O PDT de Ciro Gomes, com duzentos e cinquenta e três milhões e quatrocentos mil reais, e o União Brasil, de Soraya Thronicke, com setecentos e oitenta e dois milhões e quinhentos mil reais destinaram a verba a 90% dos candidatos. O MDB de Simone Tebet, com R$ 363,2 milhões disponíveis do fundo eleitoral, injetou recursos em 77% das candidaturas. O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, destinou parte dos R$ 288,5 milhões aos quais têm direito para 68% dos seus candidatos.

A cientista política Noemí Lopes explica que a pratica é recorrente em anos eleitorais e que é necessário que haja uma fiscalização principalmente para os grupos minoritários como mulheres, negros e indígenas. “Nós vemos a disparidade do repasse desses recursos não apenas em relação ao valor mas no período, dificultando a realização de uma campanha efetiva, competitiva. Esses candidatos precisam de recursos financeiros para realizar as suas campanhas e esse dinheiro é um direito dele que seja repassado”.

Já o cientista político Nauê Bernardo explica que a falta do repasse decreta praticamente a morte de algumas candidaturas menores. “A maioria absoluta dos recursos que são destinados às campanhas vem desse dinheiro que é público, o dinheiro que é destinado aos fundos desses partidos. Esses recursos alimentam essas campanhas, se essas candidaturas não recebem esses recursos, você basicamente sentencia a morte essas candidaturas”.

O fundo eleitoral deve ser usado apenas na campanha. O partido é obrigado a devolver o valor à Justiça eleitoral caso não use os recursos com as candidaturas até o fim da eleição.

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