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Ciro e Lula reagem ao discurso de Bolsonaro na Assembleia da ONU; ‘Pinóquio decadente’

Presidente apresentou dados que contrastam com a realidade do Brasil, além de usar a tribuna para fazer campanha eleitoral

Horas depois de o presidente Bolsonaro discursar na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), por 20 minutos, adversários na disputa eleitoral para a presidência da República reagiram. O ex-presidente Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT), usaram o Twitter para se manifestarem.

Lula foi mais comedido nas postagens, mas rebateu críticas falando de medidas que tomou durante sua gestão, como investimentos na pesquisa, ciência e vacinação da população quando teve o surto da H1N1, em 2009.

No discurso, Bolsonaro afirmou que seu governo não poupou esforços para salvar vidas e preservar empregos durante o início e auge da pandemia da Covid-19 no Brasil, além de ampla imunização da população.

Em reação, Lula postou que deixou um “legado de sucesso na vacinação contra a H1N1, enquanto o adversário deu um “show de negacionismo e despreparo no combate à Covid-19 e que o atraso na compra de vacinas custou 248.776 vidas”.

Mentiras

Terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Ciro Gomes (PDT) foi mais direito e carregou nas críticas aos dados apresentados por Bolsonaro em seu discurso, sobre vários setores, como economia, assistência social, meio ambiente, corrupção, desemprego e fome.

Para Ciro Gomes, Bolsonaro mentiu claramente na ONU sobre questões do Brasil. “Pinocchio decadente a gaguejar lorotas eleitorais.”

‘Jair e suas prioridades’

As candidatas Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil) não se manifestaram sobre a postura do presidente da ONU, mas, em posts na noite desta segunda-feira, 19, criticaram o comportamento de Bolsonaro em Londres, por ocasião do funeral da rainha Elizabeth II, em que usou uma viagem internacional e o motivo para fazer campanha eleitoral.

Soraya Thronicke foi mais irônica e relembrou que, no momento mais crítico da Covid-19 no Brasil, o presidente chegou a dizer que não era “coveiro”. “Mas viajou 11 horas até o Reino Unido para participar por dois dias de um funeral. Jair e suas prioridades”, criticou.

Jogar para a plateia

Para o jurista e analista político, Max Telesca, o presidente Bolsonaro usou a “mais importante tribuna internacional com objetivos eleitorais” ao antagonizar Lula, seu principal adversário no pleito e, desagradando a diplomacia.

Além disso, acrescentou, o presidente distorceu números, principalmente quando se tratam da política ambiental e da pandemia no Brasil. “Além de usar números artificialmente favoráveis na economia. Tentou melhorar sua imagem com as mulheres e fez um comentário razoável sobre a guerra na Ucrânia.”

Na avaliação de Telesca, ele abriu as portas do Brasil para religiosos da Nicarágua, o que soou mais ideológico do que humanitário. “Com um discurso light, tentou se mostrar um estadista, mas terminou com um lema fascista. Aplausos protocolares. Jogou pra se mostrar mais comedido para estancar a perda de votos dos indecisos, depois da desastrosa passagem em Londres.”

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