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Principal reservatório do DF registrou o pior nível desde crise hídrica em 2018

Para especialista, o maior problema do abastecimento de água é aumento da população do Distrito Federal

O reservatório do Descoberto, responsável pelo abastecimento de água de cerca de 60% da população do Distrito Federal, registrou nível de 50,7% nesta segunda-feira  (19), o pior desde  fevereiro de 2018, quando os medidores marcaram 51,2%. À época, Brasília enfrentava racionamento de água. O nível da bacia, no entanto,  ainda está um pouco acima do valor de referência para o mês de setembro, que é de 48%. Ainda segundo a Adasa, a Agência Reguladora de Águas,  o reservatório de Santa Maria, que abastece 20% da população do DF,  está com volume de 80%. O Ecossociólogo  Eugênio Giovenardi, do Instituto Histórico e Geográfico do DF,  afirma, porém, que  o nível da bacia do Descoberto  está ainda mais baixo.

“Não há sensores de profundidade para saber qual é  a camada de assoreamento que foi feita em  1964. Quando a barragem  foi  construída  era para   três quilômetros cúbicos de água. Isso significa uma quantidade imensa de água.  Portanto, se ela tivesse com  50%  não teria com o que se preocupar. O fato é que como não há sensores que dizem qual é a realidade, esse número  não é verdadeiro”, alerta.

O especialista aponta a desertificação do Cerrado como uma das causas do nível baixo de água no reservatório. Ele também apontou a poda de árvores como causa, bem como o aumento da população, que está bastante acima da capacidade de água do DF, mas descarta a possiblidade de um racionamento, como aconteceu em 2018. Ainda segundo Eugênio, não há uma solução a curto prazo.

“Para resolver mesmo a questão teria que primeiro diminuir a população que usa a  água no Distrito Federal.  Quando a barragem do Descoberto  foi construída, Brasília tinha 500 mil habitantes. Hoje Ceilândia tem essa quantidade de habitantes. Então  há uma desproporção   matemática entre a vasão de água e o consumo de água.  Por isso não vejo uma solução”, destacou.

Procurada, a assessoria de imprensa do Palácio do Buriti não respondeu até o fechamento da matéria.

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