Autor: José Marcelo | jornalistamarcelo@gmail.com
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Candidatos fazem apostas diferentes sobre primeiro turno e declaração põe TSE em alerta; entenda

Como entender?

Um dos grandes desafios que qualquer estrangeiro ou até mesmo um brasileiro mais desavisado pode enfrentar ao tentar entender o momento atual das eleições presidenciais é olhar para os números das pesquisas e compará-los às declarações dos dois candidatos mais bem colocados em todos os levantamentos. O presidente Jair Bolsonaro é o que mais investe em pesquisas internas, aparece em segundo lugar, segundo todos os institutos, mas disse estar certo que vencerá em primeiro turno, com base no que chama de “data-povo”. A declaração de Bolsonaro acende um alerta perigoso (veja abaixo). O ex-presidente Lula tenta, externamente, segurar a euforia e age como se estivesse em segundo, tentando avançar no terreno do terceiro colocado Ciro (Gomes (PDT) e da emedebista Simone Tebet, conforme explicado a seguir. E a expectativa do petista é a mesma de Bolsonaro: ganhar em primeiro turno.

Pelas beiradas

Nesta segunda Lula comemorou o apoio de mais um emedebista de peso, o ex-presidente do Banco Central e ex-candidato a presidente pelo MDB, o economista Henrique Meirelles. Significa que a campanha liderada pelo senador Renan Calheiros (AL), principalmente, vem dando certo e a candidatura de Simone Tebet (MS) segue sob ataque de fogo amigo. Do outro lado, o pedetista Ciro Gomes enfrenta resistência pesada dentro da legenda e caciques do partido no Rio anunciaram um evento nesta quarta para defender o voto útil do eleitor do PDT não em Ciro, mas em Lula, justamente para tentar acabar com a disputa presidencial no primeiro turno.

Tribunal em alerta

Enquanto aliados de Lula se articulam e o petista intensifica reuniões e eventos, Bolsonaro finalmente disse pela primeira vez como pretende atacar o resultado da noite do dia 2, caso não seja eleito. O presidente afirmou que se tiver menos de 60% dos votos válidos no primeiro turno é sinal de que algo anormal aconteceu dentro do TSE. A declaração de Bolsonaro acendeu um alerta no TSE na tarde desta segunda, porque já sinaliza uma possível resistência dele em aceitar o resultado das eleições. Uma resistência que vem sendo mostrada por meio de pressões do ministério da Defesa sobre o TSE e pelas declarações de Bolsonaro de que só aceita o resultado das eleições se elas forem “limpas”.

O efeito Janones

Um levantamento da Vox Radar divulgado nesta segunda-feira confirmou aquilo que o comitê central de campanha do presidente Jair Bolsonaro já sentiu e que tem aumentado a pressão sobre o vereador Carlos Bolsonaro, principalmente. A Vox radar é especializada na análise de dados das redes sociais e constatou que a entrada do deputado federal André Janones (Avante/MG) na campanha de Lula deixou o jogo mais equilibrado nesse setor, onde Carlos Reinava no comando da comunicação do pai. Resultado? O clima não está nada ameno na campanha do PL, segundo uma fonte palaciana da coluna. A análise aponta que sozinho Janones praticamente iguala as interações associadas aos irmãos Bolsonaro.

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Caindo na conta

Componente com influência ainda incipiente nas pesquisas de intenções de voto, o Auxílio Brasil de R$ 600 começou a ser pago nesta segunda a 20,65 milhões de famílias. Segundo o Ministério da Cidadania, foram incluídas mais 450 mil famílias no programa de transferência de renda neste mês, e o repasse total é de R$ 12,47 bilhões. O calendário de pagamento começa para os beneficiários com NIS (Número de Inscrição Social) de final 1. O cronograma escalonado de repasses segue até 30 de setembro, para as famílias com NIS 0.

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É preciso impressionar

O calendário eleitoral colocou os senadores em ritmo acelerado para encontrar uma solução para custear o piso nacional da enfermagem. Uma solução apresentada nesta segunda-feira é a aceleração da votação do projeto de lei que cria um novo programa de repatriação de recursos do exterior. A ideia é usar a arrecadação dessa nova rodada de repatriação para bancar o piso para estados e municípios pelos próximos quatro anos. O problema? É dinheiro contato que uma hora acaba. E depois? Mas como a meta é mostrar aos profissionais que os candidatos à reeleição estão preocupados com eles…

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Novo comando para a CRE

Por falar em Senado, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) da Casa marcou para esta terça-feira a eleição de um novo presidente. O cargo está vago, pois a titular, Kátia Abreu (PP-TO), se licenciou para disputar a reeleição ao Senado. O mandato do escolhido será até o fim deste ano. Entre as atribuições da comissão, estão a análise de indicações de embaixadores e de acordos internacionais.

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