InícioPolíticaMarconi nega que Ciro reestatizará Petrobras e defende nova política de preços

Marconi nega que Ciro reestatizará Petrobras e defende nova política de preços

Coordenador do programa econômico de Ciro Gomes defendeu uma mudança na política de preços da Petrobras

O coordenador do programa econômico de Ciro Gomes (PDT), Nelson Marconi, negou que o candidato à Presidência da República pretenda reestatizar a Petrobras. Ele explicou que o pedetista quer ampliar a participação do governo nas ações com direito a voto, mas mantendo o atual modelo de capital aberto da companhia

“Hoje o Estado tem 50%, 51% das ações com direito a voto. A gente quer que o Estado tenha 60% das ações. Não vamos reestatizar a Petrobras, acabar a participação privada. Isso (compra ações com direito a voto) para que a gente consiga, tanto mudar a política de preços, e a gente quer transformar a Petrobras em uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de novas fontes de energia. Das grandes empresas de petróleo mundiais, a única que não investe em novas fontes de energia é a Petrobras”, explicou Marconi em entrevista ao Broadcast Live na tarde desta quinta-feira, 25.

Marconi defendeu uma mudança na política de preços da Petrobras, para ele, “absolutamente errada”. O economista ainda criticou a lei patrocinada pelo governo Bolsonaro que impôs teto na cobrança do ICMS dos combustíveis pelos Estados e disse que a medida não resolve o problema.

“O governo aprovou no Congresso uma redução do ICMS para os Estados e municípios, que vai dificultar muito a situação fiscal dele, para manter uma política de preço que é absolutamente errada. Além da política de preço da Petrobras estar errada, está prejudicando todo o País”, criticou.

“Eu tive uma conversa com o setor aéreo agora, qual é o problema deles? O custo do combustível. Se você pegar o problema dos alimentos, é o combustível. Essa questão dos combustíveis se irradia pela economia, e não tem o que a taxa de juros faça nesse caso, então a gente tem de mudar”, pontuou.

Marconi disse ainda que é preciso modificar a matriz energética brasileira. “Problema de energia sério que vem de uma sucessão de erros da política energética. (É preciso) mudar a matriz energética, mas o mais urgente é achar meio de reduzir o uso da energia que é gerado pelas termoelétricas.”

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