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Em campanha, Lula, Bolsonaro, Ciro e Tebet participam de eventos no Rio e São Paulo

Ciro Gomes (PDT) participou de caminhada em Campo Grande (SP). Lula (PT) e Simone Tebet (MDB) discursaram em comícios, e Bolsonaro (PL) prestigiou cerimônia militar em Resende (RJ). Confira os detalhes de cada agenda

Em campanha, a pouco mais de 40 dias do primeiro turno, quatro candidatos à presidência da República participaram, neste sábado, 20, de eventos nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Confira os detalhes das agendas de cada um:

Bolsonaro

Entre os quatro presidenciáveis com mais intenções de voto, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) é o único que não participa de atos oficiais de campanha neste sábado, 20. De manhã, Bolsonaro prestigiou, sem discursar, a cerimônia de formatura de oficiais na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ).

Pouco antes do início da solenidade, Bolsonaro cumprimentou apoiadores na entrada do Hotel de Trânsito da Aman. Uma motociata foi convocada de cidades vizinhas até a frente do hotel. Por volta das 9h, Bolsonaro ficou às margens da Rodovia Presidente Dutra, ao lado do candidato a vice-presidente, general Walter Braga Netto, acenando aos motociclistas.

Ao contrário de ocasiões anteriores, Bolsonaro não participou do ato dirigindo uma moto ou na garupa de um apoiador. Entre os presentes estavam o ex-ministro da Saúde e candidato a deputado federal, Eduardo Pazuello, os ministros Luiz Eduardo Ramos, Anderson Torres, Augusto Heleno e o vice vice-presidente Hamilton Mourão. Em vídeo publicado nas redes sociais, o presidente disse que a motociata foi espontânea e afirmou que respeitará o resultado da eleição caso seja derrotado.

Lula

Em um palco cheio de telões de LED e uma tremulante bandeira do Brasil, exibindo as cores verde e amarela, o ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de comício no Vale do Anhangabaú (SP). Na ocasião, provocou Bolsonaro com diversas críticas e disse que o atual presidente tenta comprar votos ao turbinar benefícios sociais no país.

Lula afirmou que Bolsonaro “rói as unhas” após cada pesquisa eleitoral. No discurso, ele também reiterou a promessa de reajustar a tabela do imposto de renda e de aumentar o salário mínimo acima da inflação todos os anos. Também sinalizou a retomada do programa Minha Casa, Minha Vida. “Bolsonaro que pegue o Casa Verde e Amarela e enfie onde ele quiser”, disparou, em referência ao programa bolsonarista que substituiu o Minha Casa, Minha Vida.

O candidato ainda se comprometeu com a retomada de uma “política externa ativa e altiva” e voltou a enfatizar o impacto da crise econômica sobre os mais pobres durante o comício. “Governar não é fazer propaganda de arma. Não é cuidar dos ricos, dos banqueiros. É cuidar do povo trabalhador”, afirmou.

No discurso, Lula também defendeu o Estado Laico e criticou o uso de igrejas como palanque político e a circulação de “fake news religiosas”.

Ciro

O ex-governador do Ceará e candidato Ciro Gomes (PDT) participou de caminhada no comércio do Campo Grande, na capital de SP. Ele esteve ao lado de sua candidata a vice-presidente, Ana Paula Matos (PDT), e de outros políticos, como Cabo Daciolo (PDT) e Rodrigo Neves (PDT), candidatos ao Senado e ao governo do Rio de Janeiro, respectivamente.

O candidato do PDT aproveitou o evento para fazer críticas à polarização política no Brasil, e disse que o Rio de Janeiro “talvez seja o centro político do desastre brasileiro”, em referência aos escândalos de corrupção no estado. Ciro também deu ênfase à situação econômica das famílias brasileiras.

“O Brasil precisa mudar. Trinta e três milhões de pessoas amanheceram hoje sem ter um bocado para colocar no prato de sua família. Cento e vinte milhões de pessoas no País todo não serão capazes de fazer três refeições hoje. De cada dez famílias brasileiras, oito estão superendividadas. Quase 70 milhões de brasileiros estão humilhados, com o nome sujo no SPC. E não é porque o povo brasileiro é caloteiro, é porque o governo brasileiro há 25 anos cobra a taxa de juro mais imoral e vergonhosa para empobrecer o povo e encher o bucho de luxo e de riqueza de meia dúzia de barões do sistema financeiro”, discursou o candidato.

Tebet

Já a senadora e candidata Simone Tebet (MDB) participou de um comício em São Paulo. Acompanhada de políticos, como o prefeito de SP, Ricardo Nunes (MDB), ela fez críticas aos adversários e se apresentou como a candidata com “Ficha Limpa”. No ato, a senadora afirmou que os adversários evitam participar de debates porque sabem que “terão de prestar contas”.

“É um Brasil ameaçado pelo discurso do ódio, do nós contra eles, que está levando o Brasil para o abismo, que não tem propostas, que tem dois candidatos aí que são os mais rejeitados e que não querem participar dos debates para apresentar suas propostas. Porque sabem que terão que prestar contas do seu passado, e o atual, da omissão do presente”, disse Tebet, em referência a Lula e Bolsonaro.

A candidata do MDB também ressaltou que, se eleita, buscará erradicar a pobreza no Brasil e investir junto aos Estados em creches, com objetivo de zerar a fila existente nas instituições de educação básica e infantil. “Dinheiro tem. Só está indo para os vilões da corrupção, do orçamento secreto. O dinheiro público hoje está indo para o bolso de políticos”, declarou.

Com informações da Agência Estado e do jornal O Estado de S. Paulo.

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