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Número de feminicídios no DF diminui quase pela metade de janeiro a julho deste ano

Os dados foram obtidos com exclusividade pela reportagem a Mais Brasil News

Um crime violento, covarde e que silencia para sempre a vítima. De janeiro a julho deste ano, 9 feminicídios foram registrados no DF. O número é pouco maior que a metade do total de casos registrados no 1º semestre do ano passado, quando foram registrados 17 crimes contra a vida da mulher.

Quando a comparação é entre os meses de julho deste ano e julho do ano passado, a redução é ainda mais significativa. Passou de 9 registros de feminicídios para 3.

Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e foram obtidos com exclusividade pela reportagem da Mais Brasil News.

De acordo com o chefe da seção de planejamento operacional da Policia Militar do DF, Ten Coronel Souza Júnior, a redução do número de feminicídios é atribuída à maior conscientização da população por meio de programas como o Provid. “O Provid acompanha mulheres em situação de vulnerabilidade, realizando visitas, atendimentos e acompanhando os passos de potenciais agressores”, explica o Ten Coronel Souza Júnior.

Homicídios
Em relação ao número de homicídios a redução foi de 17% de janeiro da julho de 2022 em comparação com o mesmo período do ano passado. Foram 167 no 1º semestre de 2021 contra 138 nos 6 primeiros meses de 2022.

Apesar da redução, o índice é considerado alto. Para combater esse tipo de crime a Polícia Militar trabalha com o cruzamento de dados e estuda as chamadas “manchas criminais” para verificar onde está a maior parte das ocorrências. “A partir desse raio-x, a Polícia Militar do DF determina o reforço no policiamento a fim de coibir crimes não só de homicídio, mas também de roubos, furtos, tentativas de latrocínio, entre outros”, completa o Ten Coronel Souza Júnior.

Estupro
Quando o assunto é o crime de estupro, houve redução de 29% por cento no mês de julho deste ano em relação a julho do ano passado. Passou de 52 casos para 37. Mesmo assim os números são preocupantes, já que revelam que mais de uma pessoa foi estuprada por dia no DF.

“O crime de estupro, em muitos casos, é um crime que ocorre dentro dos lares e, por isso, a gente reforça a importância da denúncia, para que o autor não fique impune”, explica o Ten Coronel. Segundo ele, os familiares, vizinhos e até professores também podem ajudar a combater esse tipo de crime “se mantendo atentos à possíveis mudanças de comportamento, principalmente de crianças e adolescentes vítimas desse tipo de violência.”

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