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Após 4° caso de cura de HIV, levantamento da ONU revela alto crescimento da doença

Segundo relatório, uma pessoa morria por HIV por minuto, em 2021

Após a divulgação da quarta pessoa do mundo que foi diagnosticada curada da Aids, um relatório da Unaids revelou um aumento preocupante nos casos de HIV/Aids no mundo.

Curado

O homem é um americano que foi considerado curado da doença depois que recebeu um transplante de medula óssea durante um tratamento de leucemia. A informação foi divulgada na quarta-feira, 27, pela Conferência Internacional de Aids, realizada em Montreal (Canadá).

O ex-portador da doença foi diagnosticado em 1988 e agora, depois de 33 anos, ele está curado tanto da Aids quando da leucemia, aos 66 anos de idade. Ele é o paciente mais velho a ser curado.

Antes do transplante, o paciente fazia terapia antirretroviral (TARV) para controlar a doença, tratamento este que ele não precisa mais fazer a 1 ano e 5 meses. O doador da medula foi escolhido para que fosse compatível e naturalmente resistente ao vírus causador da doença.

Aumento de casos

Mas, também na quarta-feira, o relatório “Em Perigo” do Programa Conjunto da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre HIV, o UNAIDS, identificou 1,5 milhão de novas infecções da doença no mundo. Isso representa mais de um milhão de infecções além das metas globais previstas, totalizando 650 mil mortes por Aids somente no ano passado. Isso equivale a uma morte a cada um minuto.

Os principais motivos para o aumento de casos são a desigualdade social, e a falta de atenção com a epidemia da Aids em decorrência da Covid-19 e da guerra na Ucrânia. Segundo o relatório, o pagamento da dívida dos países mais pobres do mundo atingiu 171% dos gastos com saúde, educação e proteção social que, quando combinados, sufocam as capacidades de resposta da Aids.

O infectologista Dalcy Albuquerque explica a dificuldade da erradicação total do vírus HIV. “O vírus HIV tem uma capacidade de deixar o material genético dele em várias camadas de célula, vamos dizer assim uma maneira mais simplista, do organismo. Então quer dizer que mesmo quando você torna o vírus é indetectável durante vários anos esse material genético ainda está presente principalmente em células de defesa e tudo mais. Então quando o paciente para de tomar o remédio, para de tratar, existe a possibilidade grande desse desse vírus voltar a aparecer. Agora com os novos tratamentos, hoje você consegue eliminar mesmo naqueles depósitos mais longínquos, mais profundos do organismo. E com isso a gente pode dizer que o paciente está curado”, explicou o infectologista.

A estimativa do Unaids é que 75% do total dos infectados tenham acesso ao tratamento antirretroviral. Porém, apenas 52% das crianças recebem os medicamentos adequados.

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