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Bolsas da Europa fecham em baixa após CPI forte apontar para Fed agressivo

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 1,01%, aos 412,81 pontos

As bolsas europeias recuaram nesta quarta-feira, 13, dia em que o foco ficou sobre os números do índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA de junho, que surpreendeu em alta e subiu à maior taxa anual desde novembro de 1981. O CPI forte pesou sobre ativos atrelados ao risco à medida que reforçou a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed) suba os juros de forma agressiva este ano, apesar dos riscos de recessão nos EUA.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 1,01%, aos 412,81 pontos. Em Londres, o FTSE 100 teve queda de 0,74%, aos 7 156,37 pontos, o DAX recuou 1,16% em Frankfurt, a 12.756,32 pontos, o parisiense CAC 40 cedeu 0,73%, a 6.000,24 pontos, e o índice milanês FTSE MIB perdeu 0,93%, a 21.286,33 pontos.

Nas praças ibéricas, o IBEX 35, da bolsa de Madri, fechou em baixa de 0,87%, aos 7.944,90 pontos, e o lisboeta PSI 20 caiu 0,97%, aos 5.863,41 pontos.

Após o CPI, o CME Group chegou a calcular chance de 51,1% de que o Fed eleve os juros em 100 pontos-base no dia 27 de julho, à faixa entre 2,50% e 2,75%. Um aumento desta magnitude ainda é visto como menos provável pela maioria dos analistas, que apostam em nova alta de 75 pontos-base. Citigroup, Wells Fargo e ING, porém, não descartam a possibilidade de elevação maior.

A perspectiva de que o Fed vai acelerar ainda mais o aperto monetário reforça temores de que os EUA entrarão em recessão em breve, como apontam S&P Global e Bank of America, que hoje revisaram para baixo suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano.

Com o CPI americano em foco, a alta anual de 7,6% da inflação ao consumidor alemão em junho, o avanço de 0,9% da produção industrial britânica em maio ante abril e a alta de 0,8% da indústria da zona do euro no mesmo período ficaram em segundo plano.

Na seara monetária europeia, o presidente do Banco da França e dirigente do Banco Central Europeu, François Villeroy de Galhau, afirmou que a inflação seguirá alta em 2023, mas em cenário mais positivo que o atual.

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