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DIA DA PIZZA: conheça a história de uma das comidas mais consumidas no Brasil

Famosa em todo o mundo, o alimentos é um dos mais consumidos no Brasil e atualmente, possui o segundo valor mais caro do mundo, diz pesquisa

A data é comemorada no mundo inteiro neste domingo, 10, e nem precisa dizer o nome da comida, porque o cheiro vindo do forno é inconfundível. A pizza é um dos alimentos mais consumidos no país e a opção perfeita para reunir os amigos, a família ou até mesmo curtir sozinho.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo de pizzas cresceu de 10,5% para 17% durante a pandemia no Brasil. E segundo a Associação de Pizzarias Unidas do Brasil, o país é o segundo maior consumidor do alimento, ficando atrás somente dos Estados Unidos.

O funcionário público, Eduardo Lopes, diz que sua paixão pela pizza é de longa data. “Gosto muito de pizza porque é algo prático de se fazer, é saboroso, pizza é um alimento que satisfaz. Se eu pudesse, comia toda semana”, conta.

Faz parte da história

A pizza que é consumida nos dias de hoje mudou bastante desde sua criação, há 6 mil anos. O alimento era apenas uma fina camada de massa chamada de “piscea” ou pão de Abrahão e era consumida pelo povo egípcio e hebreu. Já a famosa cobertura surgiu apenas três séculos antes de Cristo, quando os povos da Fenícia passaram a acrescentar carne e cebola.

O alimento chegou aos italianos, que são famosos por inventar a receita mais conhecida durante o período das Cruzadas. Nessa época, o alimento tinha apenas a massa, ervas da região e o tradicional azeite de oliva, dobrados como um sanduíche. O uso do tomate veio depois, com a chegada do fruto ao país.

A pizza então passou a ser a solução para matar a fome da população pobre que vivia no sul da Itália. Quando chegou a Nápoles, em meados do século XIX, o alimento se tornou conhecido como “picea” e passou a ser um disco de massa assada coberto de tomates, toucinho, peixes fritos e queijo.

E em 1889 a pizza ganhou popularidade de vez, quando em uma viagem a Nápoles, o rei Umberto e rainha Margherita viajaram a cidade e conheceram o tal alimento famoso. Para homenagear as cores da bandeira italiana, o pizzaiolo Raffaele Espósito fez uma pizza com tomate, manjericão e muçarela, a rainha gostou tanto que para homenageá-la, passou a chamar de Margherita.

O alimento se tornou tão popular e tão querido em todo o mundo que em 2017, se tornou Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). No Brasil, a produção diária da pizza chega a 1,7 milhões, sendo São Paulo o Estado que mais consome o alimento.

Aumento nos principais ingredientes

Apesar de fazer parte da vida dos brasileiros, a produção da pizza tem ficado cada vez mais caro nos últimos meses. Segundo o IBGE, o preço do trigo subiu para 14,74% em janeiro deste ano e o tomate subiu para 37,4% no mesmo período. Até junho deste ano, a inflação no Brasil acumulou um aumento de 12,04%.

Segundo o “Índice da Pizza 2022” realizado pela HelloSafe Brasil, o país tem a 35° pizza mais cara do mundo, chegando a R$ 45,00 o preço de uma pizza média do sabor Marguerita (o primeiro a ser criado). As pizzas mais caras do mundo estão na China (R$ 141,34), Suiça (R$ 120,84) e Catar (R$ 100,61). Já as mais baratas estão na África do Sul (R$ 22,49), Paquistão (R$ 22,97) e Honduras (R$ 24,53).

O estudante Luciano Castelo Branco não resiste a uma boa pizza, mas reclama dos valores. “Pizza é muito bom, isso temos que concordar. O problema é que os preços tem aumentado demais e é chato ter que se limitar a comer menos por isso”, lamenta.

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