Autor: José Marcelo | jornalistamarcelo@gmail.com
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Clima ruim faz Petrobras sangrar e prejudica país

Clima ruim prejudica funcionários

Os bastidores da renúncia de José Mauro Coelho à presidência da Petrobrás revelam uma queda de braço no comando da petrolífera brasileira e uma guerra de nervos que tem abalado as relações de trabalho e comprometido o rendimento de executivos, segundo uma fonte da empresa, que por medo de retaliações pede para não ser identificada. Segundo essa fonte, a instabilidade do cargo de presidente tem causado estragos no clima interno e levado funcionários a pensarem em pedidos de afastamento do trabalho.

Valor de mercado

Enquanto o clima interno se deteriora, externamente a imagem da Petrobras começa a sangrar, apensar de a empresa ser altamente lucrativa. A médio prazo os danos podem ser irreversíveis, segundo fontes ouvidas pela coluna, nesta quarta-feira. Por atuarem no mercado de consultoria, comércio exterior e relações internacionais, a maioria prefere manter-se no anonimato. Uma delas, Acácio Miranda, mestre em Direito Penal Internacional pela Universidade de Granada/Espanha – Doutor em Direito Constitucional, avalia que não só a estatal perde valor de mercado como o Brasil perde em imagem de solidez diante dos olhos do investidor.

Nova punição internacional?

Na avaliação de Acácio Miranda, uma das possíveis consequências que a Petrobras pode sofrer, diante de tantas trocas de presidente e pressão do governo para a baixa de preço do combustível é provocar uma situação vivida pela estatal, quando foi multada nos Estados Unidos, durante o processo da Lava-Jato. Investidores processaram a estatal que foi multada por causa dos riscos que oferecia a eles. Desta vez, na avaliação de Acácio, pode acontecer o mesmo. Na avaliação de outro analista ouvido pela coluna, outro complicador para a estatal é a possível CPI do Petróleo, que pode ser criada nos próximos dias.

Convencer a desistir

Enquanto o mercado aguarda a instalação ou não da CPI da Petrobras, pelo menos quatro parlamentares próximos do presidente tentam convencer Jair Bolsonaro a desistir de pressionar pela comissão. É que deputados da oposição já anunciaram que querem usar as reuniões e oitivas da possível CPI para apurar a destinação dos lucros da estatal pelo governo. Um desses parlamentares, do estado do Rio, revelou à coluna que o temor é a Comissão ser instalada e usar o período eleitoral para fazer com que o governo sangre ainda mais e isso acelere a desidratação de Bolsonaro nas pesquisas de opinião. Segundo esse parlamentar, Bolsonaro já está propenso a recuar.

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Moro bate o martelo?

Uma fonte do União Brasil informou à coluna que nesta semana o ex-juiz Sérgio Moro deve indicar os rumos que pretende tomar na política paranaense. Há, segundo essa fonte, uma forte corrente na legenda que defende que Moro dispute o governo do estado. O problema é que o comando da legenda no Paraná quer apoiar a reeleição de Ratinho Júnior (PSD) no estado. Ratinho Júnior tem o apoio de Jair Bolsonaro e esse seria mais um complicador para o ex-juiz. O mais garantido, segundo a fonte, seria Moro aceitar ser candidato a deputado federal e aceitar “ser um soldado da elegenda, pelo bem maior”, segundo classificou.

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CDH entra no caso Bruno e Dom

O assassinato do indigenista Bruno Araújo e do jornalista Dom Philips, no Amazonas, levou a Comissão de Direitos Humanos do Senado a aprovar sete requerimentos com medidas que podem aumentar a segurança de indigenistas e pessoas que atual na proteção de terras, da floresta e dos povos originários da região. Os pedidos de proteção e segurança abrangem também os coordenadores da Univaja. A CDH definiu que vai entrar fundo na questão e exigir mais das autoridades federais, que na avaliação do senador Humberto Costa, presidente da CDH, viraram as costas para a questão indígena e humanitária no estado brasileiro mais vigiado pelo mundo.

Ministro vai explicar

Além de pedir proteção para quem atua na região onde o indigenista e o jornalista foram assassinados a Comissão vai chamar o ministro da Justiça, Anderson Torres, para prestar informações sobre o aumento da criminalidade e de atentados contra povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e jornalistas na região Norte e em outros estados. Torres também será chamado a falar sobre as providências adotadas diante dos assassinatos de Bruno e Dom. Além da CHD, o ministro também será ouvido, em sessão conjunta, pela recém-criada Comissão Temporária Externa que investiga crimes na Amazônia.
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Eduardo Cunha vem aí

O ex-todo poderoso presidente da Câmara, Eduardo Cunha tem dado expediente rotineiro semanal em um imponente hotel em  área nobre de Brasília. Depois de sair da prisão e se articular nos bastidores da política, o pré-candidato a deputado federal pelo PTB de São Paulo tem sido foco de um verdadeiro ritual de beija-mão na capital da República. Tem atuado como uma espécie de conselheiro político e até dado dicas de marketing para quem busca conselhos. Um interlocutor ligado a Cunha garante que o político só não quer ver e nem ouvir ninguém ligado ao MBL. Restaram mágoas, segundo a fonte.
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