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Alckmin ganha missão do PT: atrair o apoio de figurões tucanos insatisfeitos com Doria

Apoio de ex-colegas

Enquanto uma ala do PT tenta convencer a cúpula do PDT a negociar a desistência de Ciro Gomes à Presidência da República, o vice de Lula, Geraldo Alckmin, recebeu uma outra incumbência. O sétimo da lista de assinaturas para a criação do PSDB já entrou em campo para atrair o apoio de figuras históricas da antiga legenda. Alckmin vai intensificar o diálogo com amigos tucanos com os quais têm mais afinidade e prestígio e que não estão nada satisfeitos com os rumos que a legenda vem tomando, muito menos têm afinidade com a “candidatura” Doria, fadada ao fracasso.

Tem surtido efeito

Em conversa com a coluna, uma alta fonte do PT confidenciou que nas conversas que tem mantido com tucanos históricos, Geraldo Alckmin tem citado como exemplo o ex-ministros de Fernando Henrique Cardoso, Aloysio Nunes, que já manifestou apoio à candidatura Lula. Parte desse apoio se deve justamente à ida de Alckmin para o PSD para formar chapa com o petista, diante dos caminhos que a sigla tucana vem trilhando nos últimos três anos, sobretudo nos últimos meses. Segundo a fonte petista, o argumento tem surtido efeito e novos apoios devem ser anunciados nas próximas semanas.

Um tucano se deu bem

 A situação chegou a tal ponto que, no final da reunião da executiva do PSDB, na noite de quarta-feira, um parlamentar conversava com a coluna e brincou que o único tucano a se dar verdadeiramente bem nesta eleição será Geraldo Alckmin, que deixou a legenda para se aliar ao PT e que vai contar com apoio dos membros mais importantes da legenda. Segundo o parlamentar, só restará ao partido tentar fazer uma boa bancada federal, porque nem o governo de São Paulo parece mais possível para o PSDB, que já começa a aceitar que perdeu para o petista Fernando Haddad.

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Apenas demonstração de força

Por falar em corrida presidencial, o martelo do lançamento da senadora Simone Tebet (MDB-MS) deve ser batido na próxima terça-feira, caso não haja novo adiamento, mas internamente o MDB já entendeu que se trata apenas de uma tentativa de demonstração de força da legenda, para não ficar de fora de uma disputa ao Planalto. Um cacique do partido lembrou à coluna que o levantamento Ipespe deixa claro que não há mais o que disputar. Pelo menos 74% dos ouvidos pelo instituto já sabem em quem votar e que portanto, a terceira via nasce tardia e morta.

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Futuro do etanol

Um projeto aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) dá mostras de que a aposta brasileira no álcool combustível já deu os frutos que teria de dar, mas que o futuro do etanol para mover carros deve ser encurtado. A proposta da senadora Leila Barros (PDT-DF) cria uma política de incentivo tributário à pesquisa de desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil. O projeto determina que as empresas beneficiadas por renúncias fiscais no programa Rota 2030 – Mobilidade e Logística, deverão aplicar 1,5% do benefício tributário em pesquisas sobre o desenvolvimento da tecnologia para veículos elétricos.

Veículo do futuro

A discussão a respeito do futuro do etanol como combustível não é nova e há tempos o setor sucroalcooleiro do Brasil já entendeu isso. O  país é o segundo maior produtor de álcool combustível do mundo. Perde apenas para os Estados Unidos, onde a matéria-prima mais usada é o milho, enquanto o Brasil aposta na cana. Os carros elétricos são vistos como os veículos do futuro porque não emitem gases do efeito estufa e são silenciosos, usam uma energia renovável e são focos de pesquisa nos países mais desenvolvidos do mundo. O Brasil quer dominar a tecnologia.

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Sai ou não?

Técnicos do ministério da Economia estão em estado de alerta e tensão, por causa da demora do governo em definir se vai ou não conceder o reajuste salarial linear de 5% para todos os servidores na União. A decisão é unilateral e precisa ser formalizada pelo presidente Jair Bolsonaro. Enquanto isso, os técnicos ficam de mãos atadas, sem saber como tratar a questão, no Orçamento.

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Estados no foco

Por causa da polêmica dos reajustes das distribuidoras de energia, o presidente da Câmara Arthur Lira vai colocar em discussão o projeto 18/22 que limita o ICMS de combustíveis e energia em 17%. Com isso, a situação dos estados vai para o centro do debate. O pedido de urgência para discussão da proposta já foi aprovado.

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Olha o prazo

Municípios beneficiados com emendas especiais no orçamento de 2022 devem fazer o aceite pela plataforma+Brasil até esta sexta-feira, 20. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) chama a atenção dos quase quatro mil Municípios beneficiados para o fim do prazo e a obrigatoriedade do aceite para receber o dinheiro. De acordo com os dados oficiais, o número de Municípios beneficiados aumentou em 35% em relação ao ano passado. O valor previsto, de R$ 3,2 bilhões em emendas (investimentos + custeios), também é 75% maior. No entanto, quando se considera o montante pendente de aceite, por partes dos locais beneficiados, R$ 33 milhões dependem de confirmação.
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