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Organizações brasileiras pedem apoio de Joe Biden a fundo de US$ 9 bilhões para florestas

Presidente dos Estados Unidos prometeu em campanha formar fundo de US$ 20 bilhões para o Brasil parar de desmatar a Amazônia

Na noite de 29 de de setembro de 2020, em debate televisivo com seu adversário Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que, se fosse eleito, “começaria imediatamente a organizar o hemisfério e o mundo para prover US$ 20 bilhões para a Amazônia, para o Brasil não queimar mais a Amazônia”.

O tempo passou e até hoje a promessa do dirigente norte-americano não se concretizou. Mas começou, então, a hora de cobrança por parte das empresas e organizações ambientais e indígenas brasileiras, que é a essência da carta que eles acabam de enviar ao presidente eleito dos Estados Unidos.

Na carta, enviada também ao Departamento de Estado e à presidente e ao líder da maioria da Câmara de Deputados norte-americana, mais de 300 organizações e empresas brasileiras pedem a Biden para um fundo de US$ 9 bilhões destinado a execução de ações contra o desmatamento da maior e mais rica floresta tropical do mundo, essencial até para o equilíbrio climático do planeta.

A iniciativa do envio da carta aconteceu dias antes da audiência, ocorrida na última quinta-feira, 12, no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos EUA, onde foi discutido um projeto de lei apresentado em novembro pelo líder da maioria na Câmara, Steny Hoyer.  Batizado de Amazon21, o projeto quer criar um fundo de US$ 9 bilhões que seria administrado pelo Departamento de Estado dos EUA para financiar a conservação florestal e a absorção de carbono em países em desenvolvimento.

Assinam o pedido aos Estados Unidos  organizações ambientais, como a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura; organizações indígenas, como a Coordenação de Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira; além de algumas empresas. No texto, eles afirmam que a aprovação da medida seria um sinal de que o presidente Biden está mantendo a promessa, feita também no ano passado, na COP26, em Glasgow, na Escócia, de contribuir para o combate ao desmatamento de florestas.

Analistas afirmam, no entanto, que as chances do projeto de lei ser aprovado rapidamente são incertas, já que, no momento, o Congresso e o governo Biden estão concentrados atualmente no apoio militar à Ucrânia na guerra contra a Rússia. Além da agenda climática de Biden não vir avançando conforme o esperado em relação às suas promessas de campanha.

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Acordos florestais

O Departamento de Estado dos EUA geralmente é quem administra os relacionamentos de nação para nação, mas o projeto do Amazon21 especifica a possibilidade de acordos florestais com atores subnacionais. “Há muitas maneiras de fazer cooperação internacional Você pode fazer um cheque para um governo parceiro, criar um mecanismo financeiro que apoie iniciativas e projetos ou trabalhar com governos subnacionais”, disse à imprensa norte-americana o porta-voz da Coalizão Brasil, André Guimarães.

Segundo argumentam os remetentes da carta, os números do desmatamento no Brasil assustam e preocupam. Em abril, a área de alertas de desmatamento na Amazônia chegou a impressionantes 1.012 km², número 74% maior do que o recorde anterior da série histórica, registrado no ano passado. Os dados são do governo federal, por meio do sistema Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os assinantes também destacam que causou espanto a revelação de uma análise feita pelo projeto MapBiomas, desenvolvido por rede colaborativa de ONGs, universidades e startups, que identificou a apatia do governo federal diante da devastação das florestas brasileiras. Nada menos que 98% dos alertas de desmatamento no Brasil verificados desde janeiro de 2019 por uma nova plataforma do MapBiomas não possuem registro de ação de fiscalização ou autorização, quando o desmate é permitido em uma determinada área.

A carta também destaca que o Brasil detém cerca de dois terços da floresta amazônica, a maior floresta tropical do mundo e um enorme sumidouro de carbono. “Mesmo com a grande quantidade de informações e evidências de crimes ambientais, como foi possível constatar com o Monitor da Fiscalização do Desmatamento, as ações de fiscalização ainda estão muito abaixo do que seria necessário para coibir o desmatamento no Brasil”, assinala Ana Paula Valdiones, coordenadora do ICV e uma das responsáveis pela plataforma.

Com informações do site Um Só Planeta

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