InícioMeio AmbienteInpe mostra que desmatamento no Amazonas dobrou no 1º quadrimestre deste ano

Inpe mostra que desmatamento no Amazonas dobrou no 1º quadrimestre deste ano

Dados também apontam que as queimadas cresceram 95,2%, saltando de 105 para 205 focos de incêndio

O Sistema de Alertas do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe) revelou que o desmatamento duplicou nos quatro primeiros meses deste ano no Amazonas, quando foram emitidos 1.354 alertas de desmates para uma área desmatada de floresta da ordem de 537 km² ou 53,7 mil hectares.

No primeiro quadrimestre do ano passado, os alertas de desmatamento disparados pelo Inpe foram de 571 para uma área desmatada de 267 km². No total, nos primeiros quadrimestres deste ano e de 2021, houve um aumento de 137,2% na quantidade de avisos emitidos pelo órgão e um crescimento de  101,1% no tamanho da área de floresta desmatada.

Além do grande aumento na devastação de sua floresta no primeiro quadrimestre, o Inpe divulgou na semana passada que o Amazonas já havia liderado no mês de abril deste ano o número de alertas de desmatamento entre todos os Estados da Amazônia, onde a devastação tem crescido de forma significativa no atual governo federal.

Segundo os dados do Sistema Deter, do Inpe, o Amazonas teve só em abril 346,8 km² de desmates, número bem superior aos 286,6 km² do Mato Grosso e aos 241,9 km² do Pará, os dois Estados que vinham se revezando nos últimos anos na liderança da  devastação florestal da Amazônia. Os alertas de desmatamento em toda a Amazônia no mês de abril chegaram a 1.012 km² de floresta derrubada.

Ao analisar os dados de abril, o Observatório do Clima, que reúne organizações ligadas ao meio ambiente, destacou que os 1.012 km² são 165% maior que a média para o mês de abril, que “ainda é de chuva”por toda a região amazônica. Pelo twitter, a organização não governamental Greenpeace Brasil declarou que “a corrida pela destruição do patrimônio público na Amazônia continua”.

O Sistema de Alertas do Inpe revelou, ainda, que também foi preocupante, no primeiro quadrimestre deste ano, o aumento do número de queimadas no Amazonas, que cresceu 95,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Em janeiro e abril do ano passado, o número de queimadas no estado foi de 105 e no mesmo período deste ano pulou para 205.

Tal posição do Amazonas em desmates e em queimadas é deveras preocupante porque o Amazonas é de longe o maior Estado florestal da Amazônia e vem sofrendo avanços consideráveis de desmatamento nos últimos anos, principalmente na sua região sul, onde faz fronteira com os Estados de Rondônia e Acre, estados que também tem avançado na devastação florestal.

Prioridade: combater desmates e queimadas

Ao falar do crescimento do desmatamento e das queimadas, o governo do Amazonas informa, em nota, “que tem trabalhado, de forma prioritária, na otimização das estratégias para fortalecer as ações de combate ao desmatamento e às queimadas ilegais, em especial, por meio da Operação Integrada Tamoiotatá 2.

Segundo a nota, “a força-tarefa teve início no dia 7 de março, com foco de atuação nos municípios ao sul do Estado, considerados mais vulneráveis. “Estão em campo equipes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas (BPAmb/PMAM), do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e da Defesa Civil”, assinala a nota.

Também integram a operação servidores da Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema); e das Secretarias Executiva-Adjunta de Planejamento e Gestão Integrada (Seagi), de Operações (Seaop) e de Inteligência (Seai), vinculadas à SSP-AM.

O governo também assinala que, no último 6 de abril, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Eduardo Taveira, esteve reunido com o ministro do Meio Ambiente (MMA), Joaquim Leite, ocasião em que solicitou apoio para aumentar o efetivo e a presença dos órgãos federais no Sul do Amazonas.

“Na oportunidade, o governo federal se comprometeu a alinhar as ações da Operação Guardiões do Bioma junto às da Tamoiotatá 2. O Estado está em contato com Ibama, ICMBio e Ministério da Justiça para integrar as ações de combate. Diante os novos dados, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) está reunida, de forma emergencial, junto ao Ipaam – órgão ambiental responsável pelas fiscalizações -, para análise da situação”, completa a nota.

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