InícioColuna Ponto e VírgulaGuedes deve ser convocado a explicar o porquê barrou aumento para policiais

Guedes deve ser convocado a explicar o porquê barrou aumento para policiais

Todos querem saber

O ministro da Economia, Paulo Guedes, deve ser convocado a explicar, na comissão de Segurança Pública da Câmara o porquê de ter “barrado” o aumento para os policiais federais. A informação foi dada com exclusividade à coluna pelo deputado federal Luis Miranda (Republicanos-DF), autor do requerimento. De acordo com o deputado, a convocação deve ser aprovada na sessão da comissão, majoritariamente formada por deputados militares, na terça-feira, 17.

Miranda indignado

O que motivou a articulação para a convocação de Paulo Guedes foi a participação espontânea do ministro da Justiça, Anderson Torres, na reunião da comissão, nesta terça, 10. Sem ter sido convidado, ele apareceu para uma “visita de cortesia” aos parlamentares e foi encurralado pelos deputados. “Questionei ao ministro o porquê de o governo não dar o aumento aprovado pelo Congresso e ele disse que o [ministro] Paulo Guedes havia barrado”, revelou Miranda. “Eu quero saber quem é Paulo Guedes para barrar aumento prometido pelo presidente Jair Bolsonaro e aprovado pelo Congresso”, desabafou o deputado.

Endurecer as regras

Ainda sobre a visita de cortesia do ministro da Justiça à comissão de Segurança Pública da Câmara, o deputado Luis Miranda disse que o clima para Anderson Torres não tem sido tão ameno quanto ele espera. É que a comissão tem votado projetos que contrariam os interesses da pasta, assim como do próprio governo, como o projeto que endurece as regras para o acesso a armas de fogo. O presidente Jair Bolsonaro é defensor do “libera geral”.
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Um passo atrás

Eles chegaram como estrelas da atual legislatura da Câmara e temem não ser reeleitos. Com medo de perderem as atuais vagas, os deputados federais Joice Hasselmann, recém-filiada ao PSDB, e o colega de bancada dela, Alexandre Frota (ambos de São Paulo) já fazem contagens de votos e devem disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa do estado, segundo uma fonte próxima aos dois. O clima de incerteza, segundo a fonte, já havia feito com que Hasselmann desistisse de sair ao Senado. Agora o risco é a meteórica carreira da parlamentar se apagar.

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Fator Paulo Octávio

O tabuleiro das eleições para senador no Distrito Federal tem uma peça fixa, que se move em silêncio e que pode se beneficiar de uma articulação que vem sendo feita no Palácio do Buriti, sem chamar a atenção. Grande Apoiador do então candidato Ibaneis Rocha, o ex-senador Paulo Octávio estaria cobrando a fatura e esse seria o motivo das ex-ministras Flávia Arruda e Damares Alves terem sido colocadas em rota de colisão. Com as duas enfraquecidas, Paulo Octávio pode “surgir” como alternativa apaziguadora, nas próximas semanas. Tudo seria feito sem que Ibaneis tenha que “sujar” as mãos. A informação é de um dos principais aliados do governador, que pediu para ter a identidade preservada.
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Reguffe federal?

E por falar em Distrito Federal, a candidatura do senador José Antônio Reguffe ao palácio do Buriti já está praticamente descartada, no União Brasil. Uma fonte do partido garantiu à coluna que Reguffe deve ser “sacrificado” a deputado Federal por ser a maior chance da legenda para garantir uma cadeira na Câmara, no ano que vem. As articulações nesse sentido já estariam sacramentadas e só estaria faltando o “sim” público, com pose de estadista do senador.

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Foi pressão dos caminhoneiros

Foi a pressão dos caminhoneiros que levou o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landimm – o Chorão, a convocar uma reunião para discutir a possibilidade de greve da categoria, no próximo domingo. O encontro deve acontecer em São Paulo, mas o local ainda não está definido. Chorão adiantou que além de representantes dos caminhoneiros, também vai convidar representantes de motoristas e motoqueiros de aplicativos. Pelo WhatsApp (11) 97245-5567, Chorão também quer saber o que a população pensa de uma paralisação de caminhoneiros, nos moldes da que aconteceu em 2018.
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Mandato tampão na Saúde

Vai ser um “mandato” tampão. O novo secretário-executivo do Ministério da Sáude, Daniel Pereira, foi nomeado na terça-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, mas permanecerá na função somente até agosto, quando assumirá uma das diretorias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A mudança ocorre após a exoneração de Rodrigo Cruz, que deixa o ministério para assumir um cargo na indústria farmacêutica.
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