InícioMeio AmbienteMourão diz que governo estuda medidas contra aumento do desmatamento na Amazônia

Mourão diz que governo estuda medidas contra aumento do desmatamento na Amazônia

Vice da República, que preside o Conselho da Amazônia, considerou "péssimos" e "horrorosos" os aumentos de alertas de desmates na região ocorridos em abril deste ano

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), que dirige o Conselho da Amazônia, considerou “péssimos” e “horrorosos” os índices recordes de alertas de desmatamento ocorridos na Amazônia em abril deste ano, divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Ao comentar sobre o assunto, em sua chegada ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira, 9, Hamilton Mourão revelou que o governo estuda medidas para reverter a alta da derrubada da maior e mais rica floresta tropical do mundo. “Péssimos, horrorosos. Estamos vendo onde é que estamos errando”, disse Mourão sobre os 1 mil km² dos alertas de desmates ocorridos no mês passado.

O vice-presidente ressaltou que o governo mantém em curso a operação Guardiões do Bioma, sob a tutela dos ministérios do Meio Ambiente e da Justiça. O que contrasta com o fato dos alertas de desmatamento terem sido os maiores dos últimos sete anos na região amazônica.

Hamilton Mourão apresentou como possível justificativa para o aumento nos desmatamento o fato de pessoas estarem se utilizando o período eleitoral para aumentar a invasão sobre a região amazônica. “Não sei, pessoas querendo se aproveitar de um momento, né? Nós estamos num processo eleitoral. Então, vamos dizer, assim, há uma vigilância menor na tese deles. É muita gente operando na ilegalidade”, disse.

O aumento dos alertas de desmatamento em abril passado sinaliza que são grandes as chances dos desmates acumulados no período 2021/2022 levar a Amazônia a superar os 15 mil km² de destruição até julho próximo, segundo admitem especialistas em meio ambiente do país.

Líder em alertas

Enquanto isso, o Observatório do Clima analisa os dados do Deter/Inpe e aponta que, no acumulado do ano/período, os alertas já chegam a 5.070 km², 5% a mais do que na temporada passada e segundo maior número da série histórica, perdendo apenas para o recorde de 5.680 km2 batido pelo próprio governo Bolsonaro em 2020.

Segundo os dados do Deter-INPE, os Estados com maior área sob alertas de desmatamento foram o Amazonas (346.89 km²), Pará (241.92 km²), Mato Grosso (286.68 km²) e Rondônia (107.86 km²). Além do recorde para o quarto mês do ano, os dados trouxeram como novidade a liderança dos desmates pelo Amazonas, considerado o maior Estado florestal do país e que era um dos menos desmatados até há poucos anos.

Ao analisar os dados de abril, o Observatório do Clima, que reúne organizações ligadas ao meio ambiente, destacou que os mil hectares são 165% maior que a média para o mês de abril, que “ainda é de chuva”por toda a região amazônica. Pelo twitter, a organização não governamental Greenpeace Brasil declarou que “a corrida pela destruição do patrimônio público na Amazônia continua”.

Conforme foi publicado na semana passada pelo Mais Brasil News, o governo Bolsonaro havia fiscalizado até março deste ano apenas 2,17% dos alertas de desmatamento desde o primeiro ano de seu governo  2019, o que corresponde a 13,1% do total de desflorestamento detectado ao longo de todo o território nacional.

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