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Cardiologista alerta para riscos do Viagra, das sequelas da Covid e da má alimentação para o coração

Fabrício da Silva foi o entrevistado do programa 45 Minutos desta sexta-feira, 6

O médico especialista em coração do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal, Fabrício da Silva, alertou os ouvintes da Rádio Mais Brasil News sobre os riscos da má alimentação para as doenças cardiovasculares. O clínico falou sobre as sequelas que a Covid-19 deixa nos pacientes e alertou quanto ao uso indevido do Viagra. 

Convidado do programa 45 minutos, Fabrício esclareceu que as doenças cardiovasculares sempre estiveram presentes não só na população brasileira como também na população mundial. “Logicamente que a Covid desloca o foco dessa doença no período mais crítico, mas em paralelo as doenças cardiovasculares continuam prevalecentes na população, ainda somado ao caso das pessoas deixarem de lado as consultas médicas por medo de sair de casa”. 

“No cenário pós pandemia, tivemos dois pontos que agravaram as doenças cardiovasculares,  as pessoas deixaram de buscar hospital durante esse período e tiveram mais alta de sedentarismo, alimentação inadequada e sobrepeso. Tiveram alta também os casos de diabetes e hipertensão arterial. É o momento da gente se debruçar nessas questões e garantir tanto a saúde pública quanto a consciência de cada possível paciente”, declarou. 

Sobre as sequelas causadas pela Covid-19, o cardiologista falou que a principal é a miocardite, lesão direta no músculo cardíaco. 

“A Covid foi bastante comum e foi diagnosticado muitos casos de miocardite. Tiveram também pacientes que desenvolveram hipertensão arterial  e aí são várias hipóteses do que pode causar isso, desde o uso de corticóide a longa data, a piora metabólica pela internação, aumento de peso, tudo isso pode contribuir para o desenvolvimento da hipertensão arterial. Também existem casos do covid desencadear diabetes tipo 1. Em linhas gerais vemos essas sequelas mais a longo prazo”. 

Situações risco

O cardiologista disse que os principais fatores de risco para evoluir doenças cardiovasculares são a diabetes, tabagismo, obesidade e as condições genéticas. “ Hoje cada vez mais temos métodos mais avançados e poucos invasivos, que não deixam chegar em estado grave e que dão uma solução mais precoce”. 

Fabrício disse que problemas cardiovasculares são genéticos e que essas situações podem gerar riscos de infarto.

O clínico ainda advertiu sobre tabagismo: “ Hoje já tem estatísticas de jovens entre 15 a 25 anos que a incidência de uso de vaper chega a quase 40% e isso preocupa a comunidade da saúde”. 

Em relação ao álcool, Fabrício diz que o risco é o excesso: “ Vinhos têm uma série de benefícios ligados à fruta por ter potenciais antioxidantes que realmente tenham algum efeito cardiovascular. Mas vinho é uma bebida com álcool e calórica, o alto poder calorífico do vinho tem que ser levado em consideração no caso de obesidade, diabetes e glicemia. Mas o álcool em doses pequenas, para pacientes que já não tenham doenças pré-dispostas a álcool é tranquilo. Ele tem seus benefícios não só clínicos mas também benefícios psicológicos como a satisfação”. 

“Um estudo de 2015 que avaliou pacientes com insuficiência cardíaca- síndrome do coração fraco-  pensava se que o álcool não era indicado para esses pacientes, mas com pequenas doses de álcool semanal fica tudo certo”, esclareceu.

Viagra

O cardiologista alerta para o uso indevido de viagra “ Tendo em vista que as pessoas mais velhas querem ter vida sexual ativa e principalmente aquelas que têm alguma condição pré disposta cardíaca, essas medicações são seguras em alguns casos e podem e devem ser usadas se receitadas por médicos. Porém hoje ela se tornou banalizada com pessoas jovens que não tem nenhum distúrbio sexual usando esse tipo de medicamento de maneira discriminada, querendo ter desempenho melhor do que apresenta, o que traz risco já que como todo medicamento, o viagra também tem possíveis efeitos colaterais”. 

“ Em pacientes que têm doenças do coração não tratadas, esse medicamento pode causar um gatilho para infarto ou para arritmia. Lembrando que o álcool potencializa o efeito, ou seja, nada de misturar álcool com medicamentos. E sempre informe a equipe médica em caso de ida ao hospital”. 

Dietas

Já sobre alimentação, Fabrício alerta: “ Primeiro que em falar de alimentação seja a ingestão de álcool ou comidas em geral, é recomendável a vida saudável, sem excessos. Mas também até para ter uma alimentação saudável precisa tomar cuidado com os exageros, essas medidas muito radicais, restrições alimentares rígidas costumam ser são pouco duradouras. Acaba que o paciente volta a comer comidas mais gordurosas de forma desenfreada e afeta mais ainda o sistema cardiovascular. Então uma vez ou outra, comer um alimento mais gorduroso, tem benefícios da alimentação e da satisfação”.

“É sempre bom encontrar um equilíbrio, ser acompanhado por algum profissional da área da alimentação nutricionistas mais ponderados que tentam adequar a alimentação do paciente conforme seu cotidiano” orientou. 

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