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Economista chama contratação de Bruno Funchal para gestão de ativos do Bradesco de ‘corrupção legal’

Ex-secretário do Tesouro vai assumir como CEO da Bram após cumprir período de seis meses de quarentena, conforme determina a legislação. A chamada “porta giratória” também estaria ocorrendo no DataSUS

O Bradesco informou nesta sexta-feira, 29, que o novo CEO da Gestão de Ativos Bradesco (Bram) será Bruno Funchal, ex-secretário especial da Tesouro e Orçamento e ex-secretário de Tesouro Nacional. Ele vai assumir o cargo após cumprir um período regulamentar de seis meses de quarentena, conforme determinado pela legislação.

Em comunicado, o Bradesco diz que chegada do executivo atende ao objetivo estratégico do grupo empresarial de consolidar a Bram como uma das mais competitivas e qualificadas marcas de gestão de recursos de terceiros do mercado, e também aprofundar a transformação da Asset no sentido de colocar cada vez mais os interesses do cliente em primeiro lugar, oferecendo produtos competitivos e de alto valor agregado.

De acordo com Funchal, o desafio será somar ao esforço da Bram para alcançar mais liderança na gestão de fundos de investimento para os mais diversos perfis de investidores, além de se aproximar ainda mais dos clientes.

“Meu objetivo é contribuir para o fortalecimento do posicionamento da Bram por meio de uma ampla gama de produtos que ofereçam sofisticação, criatividade e retorno compatível com segurança. Também acredito que uma boa comunicação com os clientes é importante, principalmente nestes períodos de grande volatilidade que temos enfrentado”, avalia Funchal.

De acordo com o comunicado do Bradesco, a Bram possui atualmente cerca de R$ 540 bilhões de recursos sob gestão e conta com uma equipe experiente e estruturada, coordenada pelos executivos Ricardo Eleutério e Philipe Biolchini.

Informações privilegiadas

Um economista ouvido pelo Mais Brasil News – que pediu para não ter o nome revelado – chamou a nomeação de Funchal de “corrupção legal”. E explica:

“A pessoa trabalha no Ministério da Economia ou no Banco Central, toma medidas que beneficiam enormemente os bancos, aí quando sai do governo, ganha de presente um emprego altamente remunerado no sistema financeiro. Isso é indecente”, afirma.

De acordo com economista, a remuneração de Bruno Funchal pode chegar a R$ 300 mil.

Porta giratória no DataSUS

O economista disse que recebeu informações de assessores de uma senadora da República dando conta de que a “porta giratória” – jargão para o movimento de cargos no governo e depois na iniciativa privada – também está ocorrendo no DataSUS.

Após assumir cargo no Departamento de Informática do SUS (Sistema Único de Saúde), o funcionário deixou o governo e foi contratado pela Amazon.

Nesse departamento, tem-se acesso a todos os arquivos e procedimentos realizados, nome das pessoas, dados pessoais dos médicos, das doenças, medicamentos e mais dados financeiros de todos os procedimentos realizados da alta, média complexidade e também da atenção primária à saúde.

“Esse entra e sai pela é preocupante principalmente, mas nesse governo particularmente beira a irresponsabilidade. A porta giratória já existia há muito tempo, mas no caso desse governo piorou muito”, afirma o economista ouvido pelo Mais Brasil News.

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