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Culinária e história: os restaurantes típicos de Brasília que nasceram junto com a capital

Pastel com caldo de cana, pizza, quibe e cachorro quente são marcas registradas da gastronomia brasiliense

Se engana quem pensa que Brasília não tem um prato típico. A cidade, que completa 62 anos nesta quinta-feira, 21, tem muito a contribuir quando falamos de gastronomia. E a equipe da Mais Brasil News vai te contar mais detalhes sobre os lugares mais tradicionais e queridos pelos brasilienses quando o assunto é comida.

Pizzaria Dom Bosco

Um lugar que nasceu junto com Brasília e é sempre indicado por todos quando se fala em tradição, é a pizzaria Dom Bosco. Inaugurada em 1960, o local funciona até hoje no mesmo ponto. Na quadra modelo de Brasília, a 107 sul.

A pizza chama a atenção pelo sabor único e simples: tomate fresco e queijo mussarela. Para acompanhar o prato, é oferecido um chá mate bem gelado.

Na hora de pedir a pizza você precisa decidir se quer apenas a fatia ou uma dupla.
A dupla é simplesmente a junção de duas fatias.

O local é uma espécie de fast food pela agilidade. Na época em que Brasília estava sendo construída, as pessoas que trabalhavam nas obras da capital não tinham muito tempo. Então eles passavam na Dom Bosco, pegavam a pizza, e seguiam para o trabalho.

Pastelaria Viçosa

Parada obrigatória de todo o brasiliense e de quem visita o quadradinho, a Pastelaria Viçosa carrega o título de prato típico da capital. Lá é vendido o tradicional pastel com caldo de cana.

Localizada na Rodoviária do Plano Piloto, em dois pontos estratégicos, pessoas indo e voltando sempre fazem uma parada para se alimentar antes de seguir viagem, já que muitas vezes os ônibus demoram a sair do terminal.

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E foi dessa espera que surgiu a Viçosa. Em 1960, João Padeiro perdeu o ônibus que sairia da rodoviária para levar ele e a esposa para a lua de mel. Com fome, o casal encontrou uma pequena pastelaria no terminal e João Padeiro teve algumas ideias de como melhorar o produto. Nisso, ele fechou sociedade com o dono da antiga pastelaria e seguiu para a lua de mel.

Quando voltou, botou a mão na massa e fez da Viçosa a maior pastelaria da cidade. A primeira personalidade a comer no local foi o ex-presidente Juscelino Kubitschek, depois disso, outros políticos, artistas e até cantores internacionais foram provar o sabor da Viçosa.

Bar Beirute

Em 1966 dois irmãos árabes chegaram à nova capital do Brasil e abriram o Bar Beirute. Em 1970 eles colocaram o empreendimento a venda, e dois garçons do local, Chico e Bartô, que eram cearenses, resolveram comprá-lo. Mas o restaurante andava mal financeiramente, e a população local se uniu para aumentar o movimento do bar e ajudar os dois garçons.

Apesar dos donos serem cearenses, a culinária do bar ainda é árabe, e o prato mais pedido por quem visita o local são os quibes. Mas ainda assim, os irmãos tornaram o prato mais brasileiro: o quibeirute – quibe recheado com queijo prato -, queridinho do local, criado para agradar a clientela mineira que sempre buscava algo com queijo.

Tradicional quibe e esfirra do Beirute – Vídeo: Tatiane Souza

Outro ponto que consagrou a casa na cidade foi a Copa do Mundo de 1970. Naquela época não existia nenhum ponto fixo para assistir aos jogos, e mais uma vez a população decidiu que o ponto de encontro para comemorar seria o Beirute.

Dog da Igrejinha

Sendo o mais novo restaurante dos anteriores, o Dog da Igrejinha nasceu em 1995 e conquista o coração de todas as gerações, sendo referência de gastronomia e história da capital.

Com diversos sabores de cachorro quente, o grande destaque vai para a pasta de alho inclusa no lanche.

Ponto de encontro das pessoas que saem de uma festa, ou da missa, o empreendimento fica na quadra modelo de Brasília, a 308 sul.

Lá você pode pegar seu lanche, sentar e comer, ou apreciar os detalhes que a quadra oferece. Como a Igreja Nossa Senhora de Fátima, popularmente conhecida como Igrejinha.

Projetada por Oscar Niemeyer, o local tem um formato inusitado inspirado em um chapéu de freira. Além disso, os azulejos da fachada são obra de Athos Bulcão.

Agora que você já sabe a culinária típica de Brasília, mais a história que todas elas carregam, aproveita o feriado dos 62 anos da capital e faça a tour gastronômica com a família.

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