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A prevenção é o melhor cuidado

Como o autoexame salvou minha vida

Olá amigos conscientes!

Acho que uma das curiosidades que mais respondo sobre câncer de mama é como descobri o tumor. E acho fantástico responder a essa pergunta porque esse é o ponto-chave de toda a história. É onde começa a fazer sentido pra mim o lance da conscientização.

Por quê Fabiola?

A resposta é bem simples: eu descobri o CA através de um autoexame em casa, deitada no sofá conversando ao telefone, toda despretensiosa. Como eu já tinha o costume de me examinar no banho há anos, o ato de colocar os braços para cima naquele momento me remeteu à isso. Exatamente assim, batendo papo no telefone, braços pra cima e me veio à mente um “ah, autoexame”.

Deus soprou em meus ouvidos.

Me espantei MUITO quando percebi um nódulo de tamanho bem palpável que jamais tinha notado. “Que estranho!Como nunca vi isso aqui antes?”, pensei. Continuei a conversa mas confesso que fiquei bastante intrigada. Aquilo estava realmente muito estranho.

Comecei então a investigar e não me perguntem porquê, mas eu já sentia de alguma forma que o resultado seria de malignidade. Não me descabelei, afinal de contas sabia que esse momento de ficar sem cabelos aconteceria mais pra frente. #humornegro

Entendi instantaneamente que teria que passar por aquilo por algum motivo, talvez esse mesmo de estar aqui, hoje, compartilhando minha experiência com vocês, tentando de alguma forma levar essa mensagem.

Ainda não sei completamente o sentido de nada, mas naquele momento estranhamente eu sentia paz. Esse era meu sentimento mas com certeza não era o da minha mãe, nem da minha melhor amiga, a Fabs, e nem da irmã dela, a Fernanda. Claro que elas não quiseram demonstrar mas o clima tenso de preocupação estava lançado no ar. E eu que não sou boba nem nada já tinha entendido, rs.

Foram dias muito intensos e loucos. De repente minha vida mudou completamente. Deixei uma vida de treinos, competições e viagens e passei a “morar” dentro de clínicas e hospitais e tudo isso numa velocidade que não me dava tempo de assimilar nada. Eu praticamente só ia, só deixava fluir.

Costumo dizer que Deus me carregou no colo em todos os momentos e mais do que isso me anestesiou. Essa é a real sensação que tinha e olhando pra trás agora percebo que era isso mesmo. Eu não tinha a plena noção do que estava acontecendo.

A Fabiana, desesperada, achava que eu ia morrer e eu dizia pra ela: “Fica calma, eu não vou morrer agora, mas se liga hein, porque na verdade tá todo mundo morrendo. Quem tá vivo tá morrendo!” rs. Era uma piadinha que eu usava pra tranquilizar meus amigos mas também uma mensagem de que, o fato de receber um diagnóstico de câncer não me dava uma sentença de morte. E também acabava sendo uma reflexão de que é preciso viver. Do tipo: você está vivendo ou só está vivo? Vamo lá, vamo viver!

Estavam todos preocupados, claro, mas até que conseguimos dar boas risadas nessa época. E além dessa reflexão que eu implantava na cabeça dos meus amigos, o que estava acontecendo comigo fez com que muitas amigas saíssem correndo em seus médicos para verificar se estava tudo ok com elas. Graças a Deus sempre estava!

Que demais! Sem querer e eu, sem perceber, ali já começou esse processo de conscientização.

Mas afinal porque falar de autoexame é importante pra mim?

Porque foi o que literalmente salvou a minha vida. É aquele velho papo clichê SUPER NECESSÁRIO que ouvimos todos os anos nas campanhas de Outubro Rosa:”Prevenção é o melhor remédio”, “Autoexame salva vidas”, “Quanto antes melhor”, e por aí vai.

Eu sou essa que bate e baterá sempre nessa tecla porque eu vivi a realidade na pele e tive tempo de lutar pela minha vida. Muita gente não tem e muita gente poderia mudar essa estatística simplesmente tendo consciência de que é importante se cuidar.

Quero aproveitar essa historinha que contei para lembrar que estamos no mês de “Março Lilás”, que reforça a importância de previnir o câncer do colo do útero.

Este é o terceiro tipo mais frequente na população feminina e a quarta causa de morte entre as mulheres no Brasil. A principal forma de prevenção desse câncer é a vacina contra o HPV (infecção sexualmente transmissível) e também o uso de preservativos nas relações sexuais. Leiam a matéria!

Assustador né?! Sim, mas vamos deixar o medo de lado meninos e meninas!

Eis aqui a prova viva (eu mesma!) de que temos que estar com os exames em dias e de olhos bem abertos aos sinais que nosso corpo nos dá, não é mesmo?

E aí, exames marcados?

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