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Ranking dos 100 economistas da América Latina traz 50 brasileiros e Bresser Pereira é o primeiro da lista

Índice Científico AD 2022 revela que a Universidade de São Paulo (USP) tem o maior número de economistas, com 14 citados. A UnB tem quatro nomes e são 7 as economistas mulheres citadas

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Os economistas brasileiros Luiz Bresser Pereira (à esq), Delfim Netto e Luís Oreiro (à dir) em debate sobre a economia brasileira/Divulgação

Saiu a lista com os 100 melhores economistas da América Latina de 2022, publicada pelo AD Scientific Index, que elabora um ranking entre cientistas do mundo inteiro nas mais diversas áreas.

E no Top 100 dos cientistas latinoamericanos metade é de economistas brasileiros, sendo o 1º do ranking regional o ex-ministro da Fazenda do governo Jose Sarney (1987), Luiz Carlos Bresser Pereira, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Além de estar com 50 nomes na lista, os pesquisadores econômicos do Brasil também ocupam três posições no Top 10 dos cientistas: José Eduardo Cassiolato, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no 5º lugar; e o economista Benjamin Miranda Tabak, da FGV.

O Brasil é de longe o país latinoamericano com o maior número de economistas no índice científico Alper-Doger (AD). Depois dos 50 nomes, entre o Top 100, vêm o Chile, com 14 cientistas da área econômica, seguido pelo México (13), Colômbia  e Argentina, com 9 cada; Costa Rica (2), Panamá, Equador e Peru com 1 economista cada um.

Entre as universidades brasileiras, constantes do Top 100 do AD Scientific Index, a Universidade de São Paulo (USP) figura na primeira posição com 14 economistas, seguida pela UFRJ (9), FGV (7) e Universidade de Campinas (Unicamp) entra  na lista com seis representantes.

A Universidade de Brasília (UNB) é a quinta instituição de ensino superior com quatro economistas representantes: os professores do departamento de Economia Daniel Oliveira Cajueiro (30), Bernardo Mueller (35), José Luís Oreiro (48) e Jorge Arbache (75).

Analista de política econômica internacional, o professor José Luís Oreiro, da UnB, que tem colaborado com o Mais Brasil News desde que começou a guerra na Ucrânia, divulgou em suas redes sociais o resultado do ranking da AD Scientific Index.

O professor ficou classificado, na área de economia e econometria, na posição 48 para a América Latina, 22 para o Brasil e 3 na Universidade de Brasília. “Considerando apenas a área de economia, minha posição é 43 na América Latina, 19 no Brasil e 3 na Universidade de Brasília.”

Ser ‘zebra gorda’ dá trabalho

Mas, para demonstrar o trabalho que vem desenvolvendo no mundo científico e no pensamento econômico no Brasil, José Oreiro aproveitou para divulgar, de forma irônica essa sua trajetória.

“Como me tornei uma Zebra Gorda? – Memorial para o concurso de provas e títulos em macroeconomia do IE/UFRJ realizado em maio de 2013”.

A expressão pejorativa é uma referência ao ex-ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, que em setembro de 2019, ao criticar o salário de um professor universitário de que era preciso ir atrás de onde está a “zebra mais gorda”, que é um professor de uma federal, com dedicação exclusiva, ministrando oito horas de aula por semana e ganhando de R$ 15 a R$ 20 mil por mês.

“Ser Zebra Gorda dá um pouco de trabalho. O relatado aqui compreende o período de tempo entre o início de minha graduação em economia e o ingresso no IE/UFRJ em 2013. Como sou Zebra gorda fiquei com preguiça de atualizar até outubro de 2019”, ironizou Oreiro.

A professora de Economia Ilse Bauren, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ocupa a 15ª posição no Top 100 do Índice Científico AD 2022/Reprodução.

As mulheres no ranking brasileiro

Entre os 50 economistas brasileiros que aparecem no Top 100 do Índice Científico AD, há sete mulheres das sequintes universidades: Ilse Maria Beuren (15ª), Universidade Federal de Santa Catarina; Maria Carolina de Souza (46ª), da Unicamp; Ana Lúcia Kassouf (57ª), USP; Vivian Lara Silva (58ª), USP,  Eliana Cardoso (66ª), FGV; Maria Cristina Cacciamali (70ª), USP, e Daniela Magalhães Prate (76ª), da Unicamp.

Critérios e metodologia

O Índice Científico AD (Índice Científico Alper-Doger) é um sistema de classificação e análise baseado no desempenho científico e no valor agregado da produtividade científica de cientistas individuais. Além disso, fornece rankings de instituições com base nas características científicas dos cientistas afiliados.

Entre os índices de classificação, os mais citados e aceitos são os índices h e i10. O índice h é determinado com base no número de artigos citados pelo menos h vezes. Para obter um índice h alto, um acadêmico deve ter um número elevado de artigos publicados e ter recebido um número elevado de citações.

O índice i10 é outro sistema de pontuação acadêmica, no qual as pontuações são calculadas pelo Google Acadêmico. Nesse sistema de pontuação, são considerados apenas estudos científicos, como artigos e livros que receberam 10 ou mais citações. O número de estudos que foram citados dez ou mais vezes produz o valor do índice i10.

O índice i10 e os valores do índice h calculados para os últimos 5 anos não mostram que o artigo foi escrito e publicado nos últimos 5 anos. Em vez disso, esses valores mostram o poder de citação nos últimos 5 anos, indicando se o artigo ainda é efetivo.

Veja abaixo o levantamento completo com o Índice Científico AD

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