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Médico ressalta que a eficácia da vacina é justamente para evitar casos graves de internação

Entrevistado do 45 Minutos desta terça, Hemerson Luz lamenta que cerca de 500 mil pessoas maiores de 18 anos no DF ainda não tenham se imunizado contra o vírus

Cerca de 500 mil pessoas maiores de 18 anos ainda não tomaram a dose de reforço no Distrito Federal. É o que afirmou o infectologista Hemerson Luz durante o programa 45 minutos desta terça-feira, 8. Para ele, fazer com que essas pessoas se vacinem “é de suma importância para conter a Ômicron”.

Hemerson reforça que atualmente a grande maioria dos pacientes internados são de pessoas não vacinadas ou que não terminaram o esquema vacinal. E faz um lembrete: “a eficácia da vacina é evitar casos graves que precisam de internação”. “Precisamos trabalhar com a ciência. A terceira dose aumenta, sim, a eficácia da vacina e diminui o risco de complicações”, diz o infectologista.

Ao analisar o cenário atual, o infectologista alerta que, quem sustenta a taxa de transmissão alta do vírus são os não-vacinados. “Se olharmos para a letalidade da Covid que está entre 1% e 3 %, a Ômicron está entre 1% e 1,3%, que é uma letalidade alta. Nós temos 1% de pessoas com o quadro complicado em um universo de 10 mil pessoas e comparar com um universo de 1 milhão de pessoas é muito diferente a quantidade de pessoas que vai precisar de leitos”, conta Hemerson.

O infectologista comenta que provavelmente será necessário a aplicação de uma quarta dose porque a taxa de imunidade cai e o vírus ainda está sendo transmitido, as que não necessariamente essa vacinação terá de ser anual.

Ômicron

Sobre a ômicron, Hemerson explica que quando tem uma mutação do vírus ele pode representar em três situações. O primeiro é não modificar nada para ele, o segundo deixar ele pior e o terceiro ele ficar mais rápido. “No caso da Ômicron ela ficou mais rápida, porém diminuiu a gravidade em lesões pulmonares, é um quadro mais brando, mas não podemos subestima-la”, reforça.

Sobre o surgimento de novas variantes, que foi confirmada ontem no Estado de São Paulo, o médico explica que isso acontece por conta da alta circulação do vírus. “Ela (a subvariante) apareceu devido essa maior replicação do vírus, temos que tentar deter essa disseminação de duas maneiras, ampliar a vacinação e evitar aglomeração e os cuidados que já sabemos”.

Procurar o médico

Hermerson durante o programa fez um alerta à população sobre quando procurar o médico para buscar atendimento em caso de suspeita de Covid. “Os sintomas mais comuns, dor de garganta, coriza, tosse, dor de cabeça, fadiga, cansaço, pode acontecer dos olhos ficarem vermelhos, se acontecer febre por mais de 48h, dor no tórax, já pode buscar orientação de um profissional”, aconselha o médico.

Foto: Reprodução/Youtube/ Mais Brasil News

Sequelas

Outro ponto que foi discutido durante a entrevista foi sobre as sequelas deixadas pelo vírus. Hemerson fala que os pacientes que ficaram internados na UTI são pacientes que saem com sequelas respiratórias. Em relação a casos mais leves também pode se haver sequelas.

“Tem pacientes que reclamam de dor de cabeça, perda de olfato e paladar, perda de concentração mas é um quadro que vai recuperando, tem de procurar um especialista”, aconselha.

Vacina crianças

Um dos tópicos conversado durante a entrevista foi sobre a vacinação infantil. Para Hemerson, a vacina da Pfizer, que é utilizada para essa faixa etária, é a que menos tem efeitos adversos.

“Em geral, a taxa de efeitos adversos é de 0,4 para cada 100 mil doses, então tem que ter 1 milhão de doses aplicadas para ter quatro efeitos adversos leves, foram mais de 8 milhões de doses aplicadas nos EUA, aqui no Brasil alcançamos 1 milhão e meio de doses, é uma vacina segura”, reforça o médico.

Muitos pais têm se recusado a vacinar seus filhos devido a possíveis efeitos adversos que a vacina possa causar, dentre eles a miocardite. Hemerson reforça que a doença é mais chance de acontecer em quem pega a doença, do que pela vacina.

“O efeito da miocardite que é o que mais apontam é mais comum em jovens e pode ser contida em três dias com uma medicação específica, não há óbito relacionado a esse efeito relacionado a jovens menores de 18 anos. A miocardite tem mais chance de acontecer pelo vírus”, disse o infectologista.

O médico ressalta que, estudo feito em 2020, no Distrito Federal, não houve uma morte sequer em virtude de efeitos adversos da vacina em jovens menores de 18 anos.

Novo lockdown

Apesar de recomendar a população a evitar a aglomeração, Hemerson acredita que a nova etapa da pandemia não precise de um novo lockdown, como em 2020, mas reforça a importância da vacinação.

O infectologista finaliza a entrevista falando que ainda é cedo para mudar o status de pandemia. “Ainda é prematuro pensar em uma endemia, chegaremos nesse momento mas por hora temos de pensar como uma pandemia”.

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