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Governo inclui 22,6 mil famílias do DF no Auxílio Brasil, mas mantêm 277 mil fora do programa

De acordo com Ministério da Cidadania, os 17,5 milhões de família alcançadas no país é o “maior da história”. Mapa da Exclusão mostra que 21,98 milhões de famílias continuam sem receber o benefício

O Ministério da Cidadania divulgou o número de beneficiados e valores a serem pagos neste mês de janeiro do Auxílio Brasil, o programa de transferência de renda que ficou no lugar do Auxílio Emergencial e do Bolsa Família.

Os dados do governo federal dão conta de que foram incluídas 3 milhões de novas famílias na folha de pagamento, que zerou a fila de elegíveis de 2021 e que agora passa a atender um total de 17,5 milhões de famílias.

Com essa marca, o governo diz que alcança “o maior número de beneficiários da história dos programas de transferência de renda do governo federal”.

Pelos cálculos do Ministério da Cidadania, no Distrito Federal o número de famílias a serem atendidas saiu de 91.212 em dezembro para 113.841 beneficiários em janeiro de 2022. Foram incluídas, portanto, 22.629 famílias.

Em toda a região Centro-Oeste serão atendidas 893 famílias com o Auxílio Emergencial em janeiro.

Cada família receberá um repasse mínimo de R$ 400. O investimento total para os pagamentos, segundo o governo federal, supera R$ 7,1 bilhões.

“É um marco histórico. Esses números representam um feito que reforça a prioridade do Governo Federal em estender a mão a todas as pessoas que, de fato, necessitam do braço social do Estado”, diz o ministro João Roma, ministro da Cidadania.

Segundo ele, o Auxílio Brasil é um divisor de águas nas políticas públicas de transferência de renda, ao promover o desenvolvimento infantil e juvenil, com suporte a gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes e ofertar ferramentas para valorizar os jovens e inserir os adultos no mercado.

Mapa da Exclusão

No entanto, os números que o Ministério da Cidadania traz a público camuflam ou escondem 21,98 milhões de famílias brasileiras que ainda continuam excluídas do Auxílio Brasil.

O déficit da exclusão permanece mesmo contando com os 3 milhões de beneficiários que foram habilitados a receber o benefício nesse mês.

Pegando o exemplo do Distrito Federal, o Mapa da Exclusão revelou que 391,4 mil famílias do DF ficaram de fora do Auxílio Brasil.

Em novembro, esse levantamento do Partido dos Trabalhadores (PT), com dados do próprio governo, mostraram que 29,4 milhões de famílias ficaram sem os benefícios em todo o país.

De um universo de 482,5 mil famílias do Distrito Federal, atendidas pelo auxílio emergencial em 2021, 81% delas ficaram de fora do programa..

No total, 391.437 beneficiários do DF foram excluídos do programa de transferência de renda do governo federal.

Agora, em janeiro, o governo só vai pagar o benefício a 113.841 o que revela um déficit de 277.596 famílias do DF que continuarão a ficar de fora do programa.

O Mapa da Exclusão, elaborado pelo PT, mostrou que  até outubro de 2021, 43,9 milhões de benefícios eram pagos por meio dos dois programas.

Entre as 20 cidades brasileiras onde houve as maiores perdas de benefícios estão São Paulo, com 1.593.826, e o Rio de Janeiro, onde 1.014.362 famílias ficaram de fora do Auxílio Brasil.

Fim da fila

Mas, o governo ignora esses números e está divulgando que a inclusão de novas famílias (3,5 milhões) zera a fila do programa de 2021 e repercute em todos os estados e no Distrito Federal.

Segundo informações da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc), a região Nordeste reúne 47,3% do público beneficiário do Auxílio Brasil, com 8,3 milhões de famílias.

Entre dezembro de 2021 e janeiro de 2022, o Nordeste passou por inclusão de 1,18 milhão de novas famílias. O número representa 38,5% das concessões no período.

Os Estados com maior número de famílias inscritas no programa, segundo os dados do governo são a Bahia, com 2,16 milhões, seguido por São Paulo (2,14 milhões), Pernambuco (1,39 milhão), Minas Gerais (1,38 milhão), Rio de Janeiro (1,28 milhão) e Ceará (1,27 milhão).

Critérios de acesso e cancelamento

Pelas regras do Auxílio Brasil, as famílias que tiverem aumento da renda familiar mensal que ultrapasse R$ 210 por pessoa e que apresentem em sua composição crianças, jovens de até 21 anos ou gestantes poderão permanecer no programa por até 24 meses, sem que o seu benefício seja cancelado em razão deste aumento.

Após esse período, o benefício será cancelado. Em caso de perda de renda, a família pode solicitar novamente para ser atendida pelo Auxílio Brasil junto à gestão municipal.

A entrada, a seleção de famílias e a concessão de benefícios ocorrem todos os meses, de modo automatizado e impessoal, por meio do Sistema de Benefícios ao Cidadão (Sibec).

A seleção é feita considerando a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário do programa. Para que a família seja habilitada, também é necessário ter os dados atualizados no Cadastro Único do Governo Federal nos últimos 24 meses.

FONTE: Ministério da Cidadania
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