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Bolsas de NY fecham em queda, com recuo em ações de tecnologia e de olho em Fed

Com a queda desta quinta-feira, os índices apagaram os ganhos obtidos ao longo da semana

As bolsas de Nova York fecharam no vermelho nesta quinta-feira (13), com queda liderada pelas ações de tecnologia. Além de dados dos Estados Unidos, estiveram no radar discursos de diversos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nesta sessão.

No fechamento, o Dow Jones caiu 0,49%, a 36.113,62 pontos, o S&P 500 cedeu 1,42%, a 4.659,03 pontos, e o Nasdaq recuou 2,51%, a 14.806,81 pontos.

Com a queda desta quinta-feira, os índices apagaram os ganhos obtidos ao longo da semana. Com apostas crescentes para alta de juros pelo Fed já na reunião de março, investidores têm se voltado para o mercado de Treasuries, o que tende a pressionar os papéis de tecnologia.

As ações da Apple (-1,90%), Microsoft (-4,23%) e Alphabet (-2,01%), controladora da Google, recuaram, assim como as da Tesla (-6,75%), Meta (-2,03%) e Amazon (-2,42%).

No radar das mesas de operação, também estiveram as falas de dirigentes do Fed. A diretora da instituição Lael Brainard disse nesta quinta, em audiência no Comitê Bancário do Senado, que o banco central usará todas as suas ferramentas para controlar a inflação. A sessão integra o processo para sua nomeação à vice-presidência do Fed.

Já na distrital de Chicago, o presidente Charles Evans, que não vota nas decisões monetárias neste ano, avaliou que a política monetária nos EUA não está “em um bom lugar” para lidar com o avanço da inflação. O dirigente afirmou que três ou quatro altas de juros pela instituição são possíveis ainda em 2022.

O presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, que também não tem poder de voto, disse apostar em três altas de juros neste ano, no momento, e que a redução do balanço patrimonial deve começar no final de 2022 ou início de 2023.

Entre os indicadores, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) americano de dezembro subiu 0,2% na comparação mensal, abaixo da previsão de analistas. Na base anual, o salto foi de 9,7%. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego avançou a 230 mil na última semana, acima do esperado pelo mercado.

Em estimativa feita pela Refinitiv, os lucros do quarto trimestre para S&P 500 devem ter subido a 22,4%, informa CNBC. No ano, o ganho acumulado para o índice foi de 49%. A reportagem destaca que neste ano a demanda de consumo, as margens de lucros e política adotada pelo Fed devem ser pontos centrais no mercado acionário com os dois últimos com tendência para pressionar o índice.

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