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IBGE divulga aumento da expectativa de vida no Brasil, sem levar em consideração período de pandemia

Pelos dados do IBGE a população masculina teria a esperança de de viver até 73,3 anos, e, as mulheres, de 80,3 anos, em 2020

A expectativa de vida ao nascer dos brasileiros era de 76,8 anos em 2020, de acordo com dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A expectativa cresceu 2 meses em comparação com o ano de 2019, mas o levantamento não considerou o período de pandemia.

O IBGE ressaltou na publicação que esses seriam os indicadores esperados caso o país não tivesse passado pela crise gerada pela Covid-19. “Se o Brasil não tivesse vivenciado uma crise de mortalidade em 2020, a expectativa de vida ao nascer seria de 76,8 anos para o total da população.”

O estudo publicado tem como referência o dia 1º de julho de 2020, três meses após a pandemia ser decretada. Isso significa que o cálculo não leva em consideração as mortes do segundo semestre do ano passado, quando a pandemia se espalhou pelo país. No final de julho de 2020, o Brasil tinha 85 mil mortes. Em novembro de 2021, o país já contabiliza mais de 600 mil óbitos.

Pelos dados do IBGE a população masculina teria a esperança de viver até 73,3 anos, e, as mulheres, de 80,3 anos, em 2020. Os dados publicados pelo Instituto Brasileiro iriam de encontro com um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que chegou à conclusão de que estima a expectativa de vida do Brasil diminuiria e que o Distrito Federal seria a maior em relação aos outros estados.

A queda prevista por Harvard fica em pouco mais de 3 anos. A diferença entre o estudo internacional e os dados do IBGE é exatamente por conta da pandemia de Covid-19, a faculdade internacional afirma que a redução na expectativa de vida ficaria na média nacional, de 1,94 ano.

O estudo de Harvard também estima que o DF deve ter a maior redução de expectativa de sobrevida para pessoas com 65 anos. A pesquisa de Harvard foi publicada em abril de 2021 na revista Nature Medicine e em uma plataforma on-line.

Dados de 2010

Em nota, o IBGE explicou que as informações divulgadas nesta quinta-feira, 25, são provenientes de uma projeção de mortalidade elaborada a partir de dados populacionais do Censo Demográfico 2010, além de notificações e registros oficiais de óbitos. As consequências da crise sanitária serão assimiladas quando as novas Tábuas de Mortalidade puderem usar como base os dados do Censo Demográfico 2022, “momento em que elas serão revistas, considerando-se uma estimativa mais precisa da população exposta ao risco de falecer, bem como os óbitos observados na última década”, informou o órgão.

“As Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil 2020 advêm, pois, de uma projeção da mortalidade, sendo certo que esta não incorpora os efeitos da pandemia da doença por coronavírus – COVID-19, iniciada naquele ano e ainda em curso no Brasil e no mundo no ano de 2021”, justificou a nota técnica.

As tábuas de mortalidade publicadas nesta quinta-feira fornecem indicadores de mortalidade esperados caso o País não tivesse passado pela pandemia, mas a alta de óbitos causada pela crise sanitária pode ser constatada nas Estatísticas do Registro Civil, divulgadas no último dia 18.

Os dados apontaram uma alta de 14,9% no número de mortes no Brasil em relação a 2019, sendo maior para homens (16,7%) do que para as mulheres (12,7%). Houve redução nas mortes para menores de 20 anos de idade, mas concentração do aumento dos óbitos entre 60 e 80 anos. Esse aumento das mortes no ano de 2020, quando incorporado aos cálculos das Tábuas de Mortalidade, “deverá reduzir a expectativa de vida dos brasileiros nos anos afetados pela pandemia”, reconheceu o IBGE na nota técnica.

O órgão ressalta que é pouco provável que a elevação nos óbitos ocorrida em 2020 e 2021 se mantenha nos anos seguintes. A expectativa do instituto é que a pandemia seja controlada e que o nível de mortalidade da população retorne ao patamar pré-crise, retomando a trajetória de redução observada nas últimas décadas.

Com informações da Agência Estado

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