InícioEducação'No Brasil, vivemos uma epidemia deseducadora', lamenta ex-ministro Cristovam Buarque

‘No Brasil, vivemos uma epidemia deseducadora’, lamenta ex-ministro Cristovam Buarque

O ex-governador do Distrito Federal defende que o ideal para o país seria a federalização da educação de base

Um dia depois da aplicação da primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o ex-ministro da Educação e ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque, foi o entrevistado desta segunda-feira, 22, do programa 45 Minutos, que vai ao ar na rádio Mais Brasil News. O assunto foi a educação no Brasil.

Para ele, a situação atual da educação no nosso país inspira muitos cuidados. “O Brasil não dá importância e o atual governo não gosta de educação. A Covid-19 e o governo Bolsonaro são um terremoto numa área onde só havia casebres”, refletiu.

Cristovam também sugeriu que o país federalize a educação de base. “Os municípios brasileiros são pobres, não podem oferecer educação de qualidade. Defendo que a escola tem que ser a mesma em todo o Brasil, com um sistema único nacional de educação”, sugeriu.

Para o professor e escritor, o país perde quando não valoriza o conhecimento em si, mas, sim, os títulos. “Hoje todo mundo quer diploma, mas não quer conhecimento. A educação não é um valor fundamental para nós e por isso o Brasil permanece em um cenário de desigualdade educacional”, garantiu.

O atualmente professor e escritor Cristovam Buarque foi o entrevistado desta segunda-feira, 22, do programa 45 Minutos, apresentado pelo jornalista Clébio Cavagnolle. (Foto: Reprodução/YouTube)

O ex-político também lamentou o fato de o Brasil ter, ainda hoje, muita gente que não sabe ler e escrever. “Pelo menos12 milhões de brasileiros adultos não vão ler nenhum livro ao longo de toda a vida por que não aprenderam a ler. O analfabetismo é uma indecência nacional”, disse.

Eleições 2022

Buarque também comentou as projeções acerca das eleições do ano que vem, que a cada dia parecem se desenhar mais.

“Gostaria que tivéssemos outros nomes, mas isso não aconteceu. Nós vamos ter uma polarização entre Lula e Bolsonaro e eu defendo que deveríamos nos unir com Lula já no primeiro turno”, afirmou. E completou: “Não podemos deixar que esse governo seja reeleito no próximo ano”.

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