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Novembro Azul: ‘O ideal é buscar os exames antes de qualquer sintoma’, alerta urologista

O médico João Ricardo Alves foi o entrevistado desta terça-feira, 16, do programa 45 Minutos

No mês dedicado à prevenção do câncer de próstata, o Novembro Azul, o médico urologista, João Ricardo Alves, alerta que, anualmente, o país registra uma média de 65 mil casos deste tipo de doença e, que, a prevenção, ainda é o melhor remédio. Membro da Sociedade Brasileira de Urologia, o especialista foi o entrevistado desta terça-feira, 16, do programa 45 Minutos da rádio Mais Brasil News 101,7 FM.

“No Brasil, são mais de 65 mil casos da doença por ano. É um tumor muito frequente, mas altamente curável, quando descoberto na fase inicial”, disse. O especialista foi enfático quando à importância do diagnóstico precoce: “O câncer de próstata não causa sintomas no estágio inicial. Por isso é preciso fazer o PSA, que é um exame de sangue, e o exame do toque retal, que é a avaliação clínica”, explicou.

Para o especialista, que atua no Hospital de Base do Distrito Federal, só a associação desses dois exames pode levar o urologista a suspeitar ou não da doença. Suspeitando, ele vai encaminhar o paciente para a biópsia, única capaz de diagnosticar o câncer de próstata.

“O tabu (especialmente com relação ao toque) diminuiu, mas ainda vemos muitos homens indo aos consultórios obrigados, marcados pela mulher ou pelos filhos. Muitos ainda pedem, assim que entram na consulta, para não fazer o toque”, contou.

O urologista João Ricardo Alves foi o entrevistado desta terça-feira, 16, do programa 45 Minutos, da rádio Mais Brasil News. O programa diário é comandado pelo apresentador Clébio Cavagnolle. (Foto: Reprodução/YouTube)

Quando ir ao médico?

“O principal fator de risco para o câncer de próstata é a idade. A recomendação é que os exames comecem a partir dos 50 anos, quando não há fatores de risco. Agora, se há histórico familiar ou se o homem é afrodescendente – fatores considerados de risco –, deve-se procurar o urologista a partir dos 45”, alertou.

Sintomas e fatores de risco

O especialista lembrou que, na fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas. Por isso é tão importante ir ao médico mesmo sem sentir nada. Mas, na fase avançada, alguns pontos podem ser observados.

“Além de possíveis sintomas urinários, na fase avançada o paciente começa a sofrer com perda de peso, fadiga, dores ósseas e dores na lombar”, destacou.

Já quanto aos fatores de risco para o desenvolvimento da doença, ele enumerou: “Alimentação desregrada, muita gordura, excesso alimentar, falta de exercício físico regular e tabagismo podem favorecer todos os tipos de tumor, inclusive o de próstata”.

Tratamento

Alves explicou que, quando descoberto precocemente, o tumor de próstata tem tratamentos menos complexos e curativos. “Quando o tumor está localizado, o tratamento costuma ser cirúrgico ou por radioterapia”, disse.

Já quando o tumor se espalha, quando há metástase, a forma de abordagem é outra. “Quando o tumor é de próstata, a metástase costuma se dar nos linfonodos ou nos ossos. Nesses casos, o tratamento costuma ser medicamentoso. A ideia é aumentar a sobrevida desse paciente”, pontuou.

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