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Ao falar sobre a imigração venezuelana, Bolsonaro promete ir em Pacaraima, em Roraima, no próximo mês

Cerca de 6 mil venezuelanos dormem e residem nas ruas do município

No início da tarde desta quarta-feira, 13, o presidente Jair Bolsonaro, discursou em um evento em Miracatu (São Paulo), a respeito da situação dos refugiados e migrantes venezuelanos em Pacaraima e adiantou que deve visitar o local no próximo mês. O local que atualmente recebe diversos moradores da Venezuela, possui um grande número de imigrantes, em situação de rua.

Pacaraima é um município que está localizado ao norte de Roraima e que faz fronteira com a Venezuela. Em junho deste ano, o Brasil flexibilizou a entrada de migrantes venezuelanos no município, liberando a passagem daquelas pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social.

Mas apesar da flexibilização, a fronteira com a Venezuela continua fechada desde 18 de março de 2020, essa é uma medida adotada pelo Governo Federal, para evitar os avanços da Covid-19.

Dados do mês de setembro, da Plataforma de Coordenação Internacional para Refugiados e Migrantes da Venezuela, apontam que hoje existem cerca de 5.667.921 refugiados e migrantes venezuelanos no mundo. Na América Latina e Caribe, são cerca de 4.621.648 refugiados e migrantes.

Já no Brasil, são 261.441. Desse número, cerca de 6 mil venezuelanos dormem e residem nas ruas de Pacaraima. Os dados disponibilizados na Plataforma Internacional para Refugiados e Migrantes da Venezuela referentes ao Brasil, foram coletados com informações da Polícia Federal.

Desde o final de 2015, Roraima passou a ser o destino de venezuelanos em fuga da crise política, econômica e social do regime de Nicolás Maduro. Em meados de 2018, a situação piorou, migrantes chegavam no Brasil sem perspectivas, moravam nas ruas e caminhavam até a capital de Roraima, Boa Vista.

Nesta quarta-feira, Bolsonaro disse que pretende visitar Pacaraima no próximo mês, e ficar por cerca de 2 horas na fronteira entre o município e a Venezuela, para mostrar à população através de uma live, o que os refugiados e migrantes passam ao atravessar a fronteira.

Nesse mesmo evento, Bolsonaro ainda atacou a imprensa brasileira. “Eu quero mostrar como o regime escraviza o povo. O regime adorado por grande parte da imprensa brasileira, que não tem coragem de mostrar isso daí”, disse.

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