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‘Diagnóstico precoce é o que favorece a cura’, alerta médica sobre prevenção ao câncer

Segundo Adriana Castelo Moura, a pandemia da Covid fez com que muitos tratamentos fossem suspensos, prejudicando pacientes

Em entrevista ao programa Uma Hora News, da rádio Mais Brasil News, nesta quarta-feira, 6, apresentado por Marcelo Delalibera, a médica oncologista do Hospital Santa Lúcia, Adriana Castelo Moura, chama atenção ao diagnóstico precoce dos tipos de câncer que acometem as mulheres e a conscientização no Outubro Rosa sobre o câncer de mama e do colo do útero.

Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica mostram que 74% dos médicos relataram que ao menos um ou mais pacientes interromperam ou adiaram o tratamento por mais de um mês.

Adriana chama atenção para a campanha do “Outubro Rosa”, principalmente diante do cenário da pandemia de Covid-19 que reduziu a continuidade do tratamento e a realização de exames como a mamografia, por exemplo.  

“O diagnóstico precoce é o que mais favorece a chance de cura no paciente. Esse ano, a campanha do outubro rosa é particularmente mais importante”, explica a oncologista.

Mesmo que raro, o câncer de mama pode acometer a população masculina. Dados do Instituto Brasileiro de Câncer (Inca), indicam que a doença representa 1% do total de casos. A médica oncologista falou sobre a importância dos homens realizarem os exames anualmente.

Colo do útero

Além do câncer de mama, o câncer do colo do útero entrou para a campanha do “Outubro Rosa”. No Brasil, a doença é a quarta causa de morte de mulheres por câncer. E assim como o de mama, o diagnóstico precoce através do exame preventivo, conhecido como Papanicolau, torna maior a chance de cura.

Em 2014, o Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, a vacina contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. Três anos depois, em 2017, a vacina foi estendida para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos.

“O câncer do colo do útero é um tumor raro e aqui (no Brasil), a incidência é muito alta. Se você faz o acompanhamento rigoroso, você consegue detectar a doença na fase pré-maligna e identificar as lesões em uma fase que ainda não virou câncer. Fazer os exames preventivos regularmente é fundamental. E a vacinação deve ser encorajada e realizada nas nossas crianças. Essa nova geração que tem o acesso a vacina no Sistema Único de Saúde, é a geração que vai ter a possibilidade de ter o câncer do colo do útero como tumor raro e não com grande incidência, como vemos hoje ”, enfatiza Adriana.

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